8 de ago de 2009

Museu Exploratório de Ciências | Unicamp



Proposta vencedora de Daniel Corsi (acima) e da equipe japonesa: necklace, o colar de diamantes (abaixo).


Aconteceu ontem na Unicamp (07/08/2009) a última etapa do Concurso Internacional de Arquitetura para a sede do Museu Exploratório de Ciências. Eu estive lá e acompanhei a apresentação oral de todas as equipes. Os finalistas foram três equipes brasileiras, uma americana e uma japonesa. Os brasileiros apresentaram propostas baseadas no pavilhão (e suas variáveis), o americano um edifício mais complexo e com algumas estruturas espalhadas pelo terreno e a equipe japonesa surpreendeu com a melhor, mais criativa, mais original e mais econômica proposta entre todas. Infelizmente não foi a grande vencedora mas levou o meu voto!

A equipe vencedora foi a do brasileiro Daniel Corsi (CHN >>) cuja proposta, baseada na relação homem x natureza, explorou a apreensão do museu em várias escalas relacionando-as às escalas da paisagem.

"O museu como fenômeno e o fenômeno como paisagem" com estas palavras o autor conceitou seu projeto numa apresentação muito clara e pontuada por referências: a estrutura, assim como a "pele" do pavilhão aludem aos significados técnicos e tecnológicos do funcionamento próprio das estruturas e mostram-se claramente expostos ao público. Os painéis metálicos de revestimento são perfurados de acordo com combinações retiradas da teoria dos fractais de Von Koch derivando num jogo muito bonito de luz e sombra dentro do espaço museográfico.

A proposta dos japoneses (Tomohiko Amemiya), conceitualmente mais instigante, propunha envolver a praça do tempo e do espaço através de um colar (sistema de circulação livre) formado por paredes duplas de tijolos conformando níveis de abertura através de "poros" (aberturas) estabelecendo com o terreno gradações de contato diversas (ora a parede era alta, ora encontrava-se em nível e assim por diante).

Junto ao colar localizam-se as "pedras" ou diamantes que são as estruturas do museu propriamente dito. Nelas encontram-se a loja, a cafeteria, a biblioteca e as salas de exposição. Algumas dessas estruturas tem cobertura em vidro e todas elas tem cobertura de água para resfriamento. A idéia é a natureza (como fenômeno da ciência) também ser incorporada à visita: sol, chuva, vento, calor, frio e vapor fazem parte do percurso exploratório do museu. O visitante, mesmo que não vá a nenhuma exposição, pode explorar o sistema de circulação e ter contato com o espaço do museu, talvez até interessar-se por ele a partir deste contato inicial.

Ganhou o meu voto, mas não levou o prêmio, ficou em 2o. lugar! Parabéns a todos os participantes. Parabéns à organização do concurso pela iniciativa de tornar pública esta apresentação. Para todos que participaram foi uma grande aula de projeto!

Links relacionados:


Museu Exploratório de Ciências - Nota sobre a premiação

Revista MDC - Sobre o concurso

concursodeprojeto.org - Resultado da Fase I

concursodeprojeto.org - Imagens dos projetos finalistas

Vitruvius - Edital, cronograma e prêmios

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