30 de ago de 2009

Ciclofaixa na zona sul começou hoje!

Eu estava lá! E você?

O prefeito Gilberto Kassab também foi de bike e vestiu a camiseta!

Ciclistas na Av. República do Líbano.

Ciclistas na Av. Nova Faria Lima.

Ainda somos escravos do trânsito......


Inaugurou neste domingo em São Paulo (na zona sul) uma ciclofaixa para ciclistas de todas as idades e estilos. Esta, que liga o Parque das Bicicletas ao Parque do Povo, passando pelo Parque do Ibirapuera tem aproximadamente 5 km e funciona aos domingos das 7h00 às 14h00.

Longe de ser considerada uma solução para os ciclistas, tal iniciativa pode ser o início de um processo de conquista das vias públicas pelas bicicletas. Em São Paulo há 10,5 km de ciclovias, muito pouco se comparado aos 16 mil quilometros de vias públicas (fonte: CET, 2009).

Eu estive lá e, apesar de alguns inconvenientes próprios em dias de inauguração ( em alguns lugares era preciso atravessar ruas e avenidas cujas faixas e tempo de travessia não comportavam o número de ciclistas, ou em alguns casos era preciso utilizar as calçadas por exemplo), foi muito gostoso poder ir de um parque ao outro com mais segurança e sinalização adequada.

Alguns motoristas irritados com o trânsito gerado ou mesmo por falta de cultura comportaram-se bem mal buzinando quando os ciclistas ainda atravessavam as faixas!

No geral a ação foi muito positiva! Que venham mais ciclovias e ciclofaixas e que num futuro não tão distante possamos ter a bicicleta como um meio alternativo de transporte em nossas cidades!

OBS. Diferença entre ciclofaixa e ciclovia >> a primeira são faixas pintadas e destinadas ao uso de bicicletas em horários determinados e não há separação física. As ciclovias são espaços destinados ao uso de bicicletas, há trechos exclusivos para bicicletas e outros são compartilhados com pedestres (fonte: CET, 2009.)

Links relacionados:


28 de ago de 2009

9o. Prêmio Jovens Arquitetos

Aconteceu ontem à noite a premiação da nona edição do Prêmio Jovens Arquitetos promovido pelo IAB com apoio da Pini, entre outros. O concurso, promovido a cada dois anos, "contribui para a análise das tendências da produção nacional" (matéria da Pini). Nesta edição, com 105 trabalhos inscritos, cinco foram premiados e 9 receberam menção honrosa. Na categoria enaios críticos com apenas dois trabalhos inscritos não houve premiação. A categoria de urbanismo, cujo juri foi composto por Hector Vigliecca, Nadia Someck e por meu amigo Leandro Schenk (Studio Ilex) apresentou poucos inscritos levando-nos a supor um espaço a ser ocupado pelas novas gerações. No entanto, como apontou Nadia Someck: todos os projetos apresentados são, de alguma forma, urbanos, por menor que seja sua escala. " Um edifício também constrói a cidade, porque faz parte de uma trama urbana."

A exposição pode ser visitada no Museu da Casa Brasileira até 6 de Setembro. Vai lá!

Veja o resultado e alguns projetos no link da PINI.

25 de ago de 2009

Projetos em desenhos e imagens


Diller Scofidio, concurso MIS. Primeiro prêmio, 2009.

O blog ArqPB do colega Oliveira Junior "é dedicado a publicar projetos, artigos e idéias sobre a produção do espaço da cidade, além de outros temas afins."

Passeando por lá deparei-me com uma extensa lista de desenhos e imagens dos projetos do Joaquim Guedes e não é só isso!! Tem muito mais!

18 de ago de 2009

Bibliotecas Públicas

Biblioteca de Peckham (Londres), de Alsop Architects (2000). Fonte: Peckhamvision, 2009

Bibliotecas são lugares onde se guardam livros (mas não só). Nos últimos anos passaram a incorporar uma série de novas atrações como espaços para leituras públicas, eventos multimídia, terminais de pesquisa on line e até áreas livres abertas para leitura ou descanso. Seu programa estendeu-se além das estantes e hoje abrigam até auditórios. Algumas como a de Nova York por exemplo servem até como espaço para eventos e festas (de casamento!).

Para estudar bibliotecas inicie por Louis Kahn (Exeter) e Alvar Aalto (várias).

O site da PMSP disponibiliza uma área em seu portal dedicado a estes incríveis espaços dedicados à difusão cultural. Conheça e visite!

Bibliotecas públicas em São Paulo >> Site PMSP




17 de ago de 2009

Site do Jorge Bassani já esta no ar!

O Jorge Bassani é meu colega na UNIP e agora também professor da FAU-USP. Segue o link do seu site, que pretende contribuir para as discussões sobre cidades, arte, design e arquitetura. Ainda em construção, será atualizado sistematicamente de acordo com a produção dele em pesquisas nestas áreas. Ele convida a todos a colaborarem e adoraria receber sugestões e comentários. Visitem!



8 de ago de 2009

Museu Exploratório de Ciências | Unicamp



Proposta vencedora de Daniel Corsi (acima) e da equipe japonesa: necklace, o colar de diamantes (abaixo).


Aconteceu ontem na Unicamp (07/08/2009) a última etapa do Concurso Internacional de Arquitetura para a sede do Museu Exploratório de Ciências. Eu estive lá e acompanhei a apresentação oral de todas as equipes. Os finalistas foram três equipes brasileiras, uma americana e uma japonesa. Os brasileiros apresentaram propostas baseadas no pavilhão (e suas variáveis), o americano um edifício mais complexo e com algumas estruturas espalhadas pelo terreno e a equipe japonesa surpreendeu com a melhor, mais criativa, mais original e mais econômica proposta entre todas. Infelizmente não foi a grande vencedora mas levou o meu voto!

A equipe vencedora foi a do brasileiro Daniel Corsi (CHN >>) cuja proposta, baseada na relação homem x natureza, explorou a apreensão do museu em várias escalas relacionando-as às escalas da paisagem.

"O museu como fenômeno e o fenômeno como paisagem" com estas palavras o autor conceitou seu projeto numa apresentação muito clara e pontuada por referências: a estrutura, assim como a "pele" do pavilhão aludem aos significados técnicos e tecnológicos do funcionamento próprio das estruturas e mostram-se claramente expostos ao público. Os painéis metálicos de revestimento são perfurados de acordo com combinações retiradas da teoria dos fractais de Von Koch derivando num jogo muito bonito de luz e sombra dentro do espaço museográfico.

A proposta dos japoneses (Tomohiko Amemiya), conceitualmente mais instigante, propunha envolver a praça do tempo e do espaço através de um colar (sistema de circulação livre) formado por paredes duplas de tijolos conformando níveis de abertura através de "poros" (aberturas) estabelecendo com o terreno gradações de contato diversas (ora a parede era alta, ora encontrava-se em nível e assim por diante).

Junto ao colar localizam-se as "pedras" ou diamantes que são as estruturas do museu propriamente dito. Nelas encontram-se a loja, a cafeteria, a biblioteca e as salas de exposição. Algumas dessas estruturas tem cobertura em vidro e todas elas tem cobertura de água para resfriamento. A idéia é a natureza (como fenômeno da ciência) também ser incorporada à visita: sol, chuva, vento, calor, frio e vapor fazem parte do percurso exploratório do museu. O visitante, mesmo que não vá a nenhuma exposição, pode explorar o sistema de circulação e ter contato com o espaço do museu, talvez até interessar-se por ele a partir deste contato inicial.

Ganhou o meu voto, mas não levou o prêmio, ficou em 2o. lugar! Parabéns a todos os participantes. Parabéns à organização do concurso pela iniciativa de tornar pública esta apresentação. Para todos que participaram foi uma grande aula de projeto!

Links relacionados:


Museu Exploratório de Ciências - Nota sobre a premiação

Revista MDC - Sobre o concurso

concursodeprojeto.org - Resultado da Fase I

concursodeprojeto.org - Imagens dos projetos finalistas

Vitruvius - Edital, cronograma e prêmios