18 de jul de 2009

Praça Embaixada de Israel | Buenos Aires


Plaza Embajada de Israel, Buenos Aires. makau, 2007.

O atentado à Associación Mutual Israelita Argentina (AMIA) ocorrido em 1994 completa hoje 15 anos e pouco se conseguiu desvendar sobre aquele triste acontecimento que provocou a morte de 85 pessoas e feriu mais de 300. Dois anos antes foi a vez da Embaixada de Israel em Buenos Aires, que sofreu um atentado de proporções semelhantes, porém com um número menor de vítimas fatais. Ambos os atentados deixaram feridas difíceis de curar e certamente hoje é um dia difícil para muitas famílias argentinas. Nada a comemorar, apenas a lembrança de um dia que podería não ter existido.


Fonte: site Embaixada de Israel em BA, 2009.

Lembrei desses fatos porque o canal Discovery exibe um documentário a respeito neste final de semana. Daí lembrei também que quando estive em Buenos Aires visitei a
Plaza Embajada de Israel, uma praça seca objeto de concurso construída no local da embaixada destruída em homenagem aos mortos.


makau, 2007.

Organizado pela Sociedad Central de Arquitectos (SCA) o Concurso Internacional de ante-projetos para a Praça Embaixada de Israel teve como finalista o trabalho dos arquitetos Gonzalo Navarro, Hugo Gutierrez, Patrício Martín e Hector Fariña.

Houve 150 inscritos e foram oferecidos mais dois prêmios (1o. e 2o. lugares) e três menções:

2o. lugar: Pablo Rozenwasser, Daniel Silberfaden e Gerardo Caballero;
3o. lugar: Ernesto Lacalle;
1a. menção: Fernando Francisco Mera;
2a. menção: Juan Ignacio Munuce, Soledad Loyola e Daniel Soria;
3a. menção: Alejandro Stoberi, Manuel Martí e Fernando Molina.



makau, 2007.

Links Relacionados:

Informações sobre o concurso


Sociedad Central de Arquitectos

Sobre o projeto (com desenhos)

Canal Discovery Brasil

Atentado AMIA


Marcas Urbanas


Endereço da praça: Calle Suipacha x Calle Arroyo, visite!


3 comentários:

luciano l. basso disse...

Claudia, essa pracinha espremida entre prédios no centro de Buenos Aires deve comover até os mendigos que volta e meia aproveitam os bancos para uma siesta...

Importante tua lembrança sobre a data e sobre o atentado que com certeza deixou feridas difíceis de curar não apenas nos argentinos.

Há algum tempo eu também escrevi sobre essa praça, dá uma olhada:

http://arquis.blogspot.com/2009/01/quanto-cabe-no-vazio.html

abração
luciano

Cecilia Lucchese disse...

como um espaço clean pode ser tão triste assim???? Muito pouco humano, desolado, dá vontade de ir embora... Seria esse o objetivo do arquiteto?

Cláudia Oliveira disse...

Eu estive lá no inverno e tudo parece cinza! Mas não acredito que seja um lugar aconchegante e convidativo....principalmente para quem vive lá e sabe muito bem o que aconteceu naquele lugar!