19 de fev de 2009

MOM | morar de outras maneiras


Interface do site do grupo MOM, acesso em 02|2009.

MOM é um grupo de pesquisa do CNPq, criado em 2004, sediado pelo Departamento de Projetos (PRJ) e pelo Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU) da Escola de Arquitetura da UFMG, com projetos financiados pela FINEP, pelo CNPq, pelo Instituto Libertas e pela FAPEMIG.
Objetivo do MOM é investigar processos de produção de moradias que combinem autonomia dos moradores e construtores diretos, economia solidária e tecnologias construtivas de baixo impacto ambiental. As pesquisas são destinadas sobretudo a pessoas que, hoje, ou produzem suas moradias informalmente, com a escassez de recursos financeiros, técnicos e jurídicos nisso implicada, ou se submetem a empreendimentos formais nos quais têm pouco poder de decisão. Em contrapartida, trata-se de desenvolver processos que possibilitem aos usuários, individualmente ou em grupos:
- Obter e trocar informações em qualquer fase de produção e uso das moradias.
- Estabelecer diretrizes para a ocupação de terrenos urbanos.
- Projetar seus próprios espaços de moradia.
- Obter facilmente modelos, desenhos, listas de materiais e orçamentos.
- Lidar com orgãos públicos por procedimentos desburocratizados.
- Adquirir componentes construtivos a baixo custo.
- Capacitar-se tecnicamente para a (auto) construção.
- Fazer projetos e obras de alteração da moradia sempre que necessário.
- Reutilizar, reciclar, vender ou comprar componentes construtivos usados.
Os pontos de partida teóricos das pesquisas do MOM são discutidos no texto "Morar de outras maneiras: pontos de partida para uma investigação da produção habitacional".

15 de fev de 2009

FOA | Foreign Office Architects


Interface do site FOA, visitado em Fev, 2009.

Mais um grande e genial escritório de arquitetura para conhecermos! Trata-se do FOA cujas iniciais significam Foreign Office Architects. Liderado pelos arquitetos Alejandro Zaera (espanhol) e Farshid Moussavi (inglesa de origem árabe) foi fundado em 1995 e sua principal característica é fundir a alta tecnologia disponível à excelência em design.

Ambos tem excelente formação e são professores em prestigiosas instituições pelo mundo: ela já ensinou em Harvard, na Academy of Fine Arts de Viena, em Princeton e em Columbia. Ele atualmente leciona na Delft University (Holanda), tendo sido reitor do Instituto Berlage (Rotterdam) por quatro anos. Também ensinou na Universidade da California, em Princeton , na Universidade de Madrid e de Yokohama.

Com sedes em Barcelona e em Londres, possui um time de arquitetos colaboradores bastante diversificado e internacional e aceita o envio de portfolios de profissionais para concorrer a oportunidades de trabalho (no momento inexistentes)!

É deles o premiado projeto
"Yokohama International Cruise" no Japão. Na imagem acima vê-se o Bluemoon Hotel em Groningen, implantado numa zona portuária num lote de 5 x 5 o hotel propõe uma série de facilidades e acomodações rápidas para turistas e moradores locais e deixa a critério dos hóspedes o grau de privacidade para suas habitações.

12 de fev de 2009

Passeio pela Av. Paulista


Perfis e texturas da Av. Paulista, makau, 2009.

Nesta Avenida estão concentrados nomes de peso da boa arquitetura brasileira de alguns anos atrás: Abelardo Barbosa com seu maravilhoso Nações Unidas, Jacques Pilon e Gasperini com o Paulicéia, Rino Levi com o prédio de escritórios que hoje abriga o Banco Itaú, Lina Bo Bardi com o Masp, David Libeskind com o Conjunto Nacional e muitos outros não reconhecidos por mim neste belo cenário metropolitano!

O edifício espelhado e modernoso é uma das mais recentes obras do (espetaculoso) Ruy Ohtake, a nova sede da Copersucar. Fica ao lado da Escola Estadual Rodrigues Alves, projeto de Ramos de Azevedo, recém restaurada pelo ABN-Amro Bank.

No museu aberto de arquiteturas da Av. Paulista é possível ir do século
XIX ao XXI em alguns passos!


Acesse o meu álbum da Av. Paulista | Imagens de Jan.2009
av_paulista


6 de fev de 2009

APRENDENDO COM MAQUETES

Como professora de projeto vivo falando aos alunos sobre a importância de projetar elaborando maquetes como um recurso metodológico. Você constrói o espaço que projeta e verifica se a espacialidade era mesmo a que você desejava. Assim, vai construindo, modificando e reconstruindo idéias em três dimensões. Os alunos nem sempre compram a dica e muitos só percebem a vantagem deste método quando já não há mais muito tempo para alterações!

Bom, na próxima semana inaugura em São Paulo, uma exposição de maquetes feitas pelos alunos da FAU USP nos cursos de Teoria e História (em 2007 e 2008) justamente debatendo isso a que me referi a pouco!

Em tais disciplinas a idéia era integrar a pesquisa histórica à confecção de modelos tridimensionais mas os professores foram além e usaram o exercício não apenas para retratar fidedignamente os edifícios mas auxiliá-los a "acionar mecanismos do olhar e da percepção do espaço".

Fonte: Vitruvius, Fevereiro de 2009.

Vai lá!
Aprendendo com Maquetes | 15/02 a 30/04

Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353,
Bela Vista - São Paulo - SP



5 de fev de 2009

Design de Mobiliário


Interface da coleção da bombaamor, 2009.

Este grupo de designers e marceneiros cria móveis e objetos muito originais! Visite o site e conheça a coleção completa. Na área dos projetos é possível abrir em PDF imagens e alguns desenhos dos móveis.

Visite!

bombaamor
Rua do Salitre, 166 A
1250-204
Lisboa, Portugal.

2 de fev de 2009

Tombamento de Brasília é uma besteira, diz Niemeyer

O arquiteto Oscar Niemeyer afirmou durante entrevista que tombar uma cidade é ignorância, pois "sempre aparecem modificações" nas áreas urbanas. Niemeyer disse ainda, durante entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que é uma besteira pensar em tombar Brasília.

O arquiteto, que falou sobre a polêmica em torno da criação de uma praça no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, disse que "se Juscelino (Kubitschek) estivesse vivo, ele ia ficar do meu lado". Segundo Niemeyer, o ex-presidente responsável pela construção da cidade não permitiria que as cidades satélites se transformassem no que chamou de "grandes favelas".

"Os que moram em Brasília moram confortavelmente, em apartamentos bons, com bons serviços. Mas os que moram nas cidades-satélites estão completamente abandonados. É horrível, uma grande favela. É um contraste que nós, arquitetos que nos interessamos por problemas políticos, não podemos aceitar", disse ao defender intervenções na capital do País.

Segundo arquiteto, o projeto criado por ele na verdade pretende acabar com essa divisão entre Brasília e as cidades-satélites através de intervenções e construções de prédios modernos. Niemeyer afirmou, inclusive, que a construção da praça se torna secundária frente a esse problema. "O que nós queremos é tirar de Brasília a ideia de que é uma cidade dividida entre pobres e ricos", disse.

"Uma cidade não pode ser tombada, porque sempre aparecem modificações. Se Paris fosse tombada, não existiria a Champs-Élysées nem o Arco do Triunfo. Se Barcelona fosse tombada, a cidade não teria se voltado naturalmente para o mar. Se Nova York fosse tombada, não existiriam os arranha-céus que ocuparam a cidade horizontal que antes existia. Uma cidade tombada é ignorância. As modificações são inevitáveis, e Brasília ainda vai passar por muitas delas", observou.

Quanto à construção da Praça da Soberania, o arquiteto afirmou que a obra é "indispensável. Toda a cidade tem uma praça mais importante, monumental". "Falta a Brasília uma praça importante, como em todas as cidades do mundo existe. Você vai a qualquer capital do mundo e vê isso, mas em Brasília não", disse. "Brasília está um pouco modesta diante desse país que cresce com tanto entusiasmo", complementou.

Quanto à possibilidade do projeto sair do papel, Niemeyer disse que o projeto "está bem estudado, com tudo resolvido. Agora não é comigo. Minha obrigação é defendê-lo. Se sair, melhor para mim. Se não, dá no mesmo".

Fonte: Terra Notícias, 02/02/2009

Lá vem o mestre com mais um projeto audacioso e polêmico e suas idéias controversas.....o Fernando Lara (Parede de meia) postou há alguns dias algo sobre esta praça, e a Sylvia Fischer escreveu o ótimo Oscar Niemeyer e Brasília: criador versus criatura, confira e crie sua própria opinião!