20 de nov de 2008

Edifício Minneapolis | São Paulo


makau, 2008.

No último domingo fomos conhecer o Parque do Povo, aquela área enorme que fica no encontro entre a Av. Juscelino K. e a Marginal Pinheiros. No caminho, ao cruzarmos a Vila Olímpia, passamos em frente do Edifício Minneapolis do arquiteto Marcio Kogan.

Ai estão algumas imagens deste que é um dos meus preferidos entre os edificios comerciais. O prédio chama a atenção pela simplicidade com que é tratada a caixilharia em relação à estrutura (o que lhe confere a beleza)
e a curiosa e excêntrica posição dos pilares recobertos de inox que nascem do espelho dágua no piso de acesso.

Contam que esta "brincadeira" quase ilusionista já levou muita gente pra dentro da água!

Rua Ramos Batista, 198 | Vila Olímpia

4 comentários:

Fernando Stickel disse...

Eu já observei muito este edifício acho que as colunas tem de fato à primeira vista um efeito "lúdico", mas me incomoda o excesso delas, é óbvio que pelo menos metade são falsas.
Se você reparar nas platibandas, o acabamento deixa a desejar.
Funciona, mas não é o melhor projeto da dupla.

Eric disse...

Eu trabalho atualmente no Minneapolis e realmente acontece de muitas pessoas cairem no espelho d´agua. Não sei se por causa dos pilares espelhados ou por pura distração, mas acontece.
Parece engraçado, mas é uma coisa grave e alguem pode se machucar ao cair ou mesmo ter de adiar um compromisso por estar molhado.
É preciso ter um guarda corpo ou um piso tatil que evitar esses constrangimento.

Parabens pelo blog.

Mario disse...

Gostaria de relatar o que aconteceu no "estonteante" edifício que a RFM construiu.
Talvez eu não seja o primeiro a relatar esse acontecimento mas vale o reforço.
A frente do prédio é tão estonteante que uma colega caiu no espelho d'água que enfeita a frente do edifício, resultado de ditração somada ao efeito "ilusionista".
Visto que as pilastras espelhadas compoe toda a frente do prédio, uma pessoa distraída pode facilmente cair dentro da piscina.
A luminosidade de final de tarde não evidencia a presença do espelho dágua.
Realmente a estética prevaleceu frente a periculosidade da arquitetura deste edifício.
Felizmente nada de grave aconteceu com minha colega e felizmente não estamos nos EUA, onde esse evento renderia facilmente um processo por falta de sinalização ou proteção neste local.
Registro que enviarei o relato à algumas revistas de arquitetura.
Confesso que no momento da queda fiquei extremamente preocupado com joelhos ou pulsos fraturados, e fortuitamente minha colega não caiu com a cara em uma das pilastras, o que talvez lhe rendesse uma fratura no rosto. No caso, ela ia para uma entrevista. Foi mais que um mero constrangimento (citado por Eric).
Parabenizo ao renomado arquiteto Marcio Kogan por sua infelicidade na elaboração de sua obra e também a administração do Minneapolis por não tomar uma providência, visto que uma pessoa ajudou minha colega fazendo o seguinte comentário "Fique tranquila. Você não é a primeira pessoa a cair".
Por mais engraçada que a situação pareça, no momento, fiquei realmente preocupado com a saúde física de minha colega.

Ricardo disse...

Trabalho no prédio e, para o meu gosto, não me agrada. Entendo que os Arquitetos foram sim arrojados e principalmente a retórica para projetá-lo deve ter sido muito legal... enfim, acredito que para os dias de hoje vale a pena substituir o espelho d'agua por um jardim... afinal de contas a água vive mais suja do que limpa mesmo.

Enfim era isso que tinha a dizer.

Ricardo