27 de nov de 2008

Referências gráficas


Acesse minha pasta pública com imagens de painéis e pranchas de concursos. Use-as como referência para as suas criações!

25 de nov de 2008

Paper Space x Model Space

Dicas para recordar o uso do paper space no AUTOCAD:


1. Faça seus desenhos normalmente no Model Space (escala 1:1)

2. Clique na aba Lay-out.

3. Usando a ferramenta viewport crie uma "janela" na aba lay-out.

4. Jogue a viewport num layer que você depois possa ocultar na plotagem para que o mesmo não fique visível.

5. Para dar escala a este desenho utilize o comando ZOOM > S

6. Escolha a escala desejada usando o parametro 1000/25 XP onde 25 é a escala desejada e XP é um sufixo obrigatório.

7. Clique Enter e verá seu desenho na escala desejada.

8. Para editar dentro da viewport clique duas vezes sobre ela.

9. Desta forma você pode montar quantas pranchas quiser, cada uma com uma escala e desenhos específicos.


Usando o recurso do PAPER SPACE você pode visualizar como ficará a plotagem! Experimente, é muito fácil!

24 de nov de 2008

Entrevista JO COENEN | Revista AU 1998

Apesar de já ter completado 10 anos de sua publicação, ainda considero muito útil e atual o que nos conta o arquiteto holandês Jo Coenen à respeito de sua formação, da arquitetura na Holanda, de sua atuação profissional e sua opinião sobre algumas cidades Brasileiras. Tomei o cuidado de reproduzir a entrevista no blog para garantir o acesso permanente a ela! A entrevista original encontra-se no site da revista AU.

AU A Holanda é conhecida por sua paisagem urbana equilibrada, pelas políticas de arquitetura restritivas e uma tradição de controle estético que sempre leva em conta o interesse social. Seu trabalho se confronta com essa tradição?

JC É difícil falar de mim mesmo. Acho que o meu trabalho tem um lado holandês. Arquitetos como Berlage, Oud e Bakema(1) não apenas projetavam prédios e edifícios, mas também se envolveram com planos urbanísticos. Berlage projetou, por exemplo, o Beurs (Bolsa de Valores) e o Diamantwerkersbond (Sindicato dos Trabalhadores de Diamantes), ambos em Amsterdã, mas também fez planos urbanísticos para a cidade. Nosso escritório faz a mesma coisa: trabalhamos com escalas diferentes, tentando cuidar de arquitetura e urbanismo ao mesmo tempo.


AU Quais foram as suas referências mais importantes?

JC Depois que me formei, foram principalmente os arquitetos de Ticino, na Suíça. Em Locarno trabalhei com Luigi Snozzi e conheci seu pensamento sobre a arquitetura e a cidade. Encontrei também Botta e Galfetti. Hoje, eles não são mais referências, tornaram-se amigos. O mesmo vale para Álvaro Siza. Estudei com James Stirling em Düsseldorf (Alemanha), logo após a minha formatura na Universidade de Eindhoven. Ele me influenciou muito. Depois de seis meses, me falou que eu já tinha estudado demais ("You are overstudied!"). Então, comecei a trabalhar, primeiro no escritório de Aldo van Eyck e, logo depois, no meu próprio escritório.

Os arquitetos de Amsterdã, Van Eyck e Herman Hertzberger, são outra referência importante. Ensinaram-me o amor pelos detalhes. Nos conjuntos habitacionais é preciso aproveitar todas as oportunidades de melhorar a qualidade, por exemplo, a entrada de luz, a vista para o entorno ou o uso múltiplo dos espaços. Esse cuidado com os detalhes faz parte da tradição holandesa de Berlage, Oud e Rietveld. Eu sempre tive muito apreço por esse envolvimento e pela racionalidade. Mas, pessoalmente, procuro a alma e a emoção do trabalho fora da Holanda: na Suíça, na Itália, em suma, na parte católica e alemã da Europa Central.


AU Como é essa relação entre a influência internacional e a tradição holandesa?

JC Esta é uma questão mais ampla. A arquitetura, que no momento chama muito a atenção no exterior, não é uma arquitetura holandesa pura. Nas décadas de 60 e 70, a arquitetura na Holanda tinha perdido o seu brilho. Arquitetos jovens tinham duas opções: viajar para o exterior para conhecer uma arquitetura inovadora ou mudar a maneira de pensar a profissão, voltando-se mais para a habitação popular, o treinamento social ou os processos políticos e de gestão. Optei pelo primeiro caminho e comecei a viajar pela Holanda e depois pela Europa, durante os anos 70-75. Na Holanda não aconteceu muita coisa; apenas a atuação do grupo Forum(2). Fui para Viena (Krier), Colônia (Ungers), Ticino e mais tarde para Portugal (Siza). Colegas holandeses da minha geração foram para outros países, trabalharam com Eisenman, Gehry; visitaram o costa oeste dos Estados Unidos e o Japão. Wiel Arets, por exemplo, trabalhou no escritório de Ando e estudou a obra de Barragán no México. De volta à Holanda, nos encontramos nas escolas, onde dávamos aulas. Trocamos experiências e informações sobre a arquitetura em outras partes do mundo. Implantamos as idéias em nossos escritórios, junto com arquitetos jovens. Foi uma época de plantar; nos anos 80 isso gerou uma safra de nova arquitetura. Outra influência muito importante foi a de Rem Koolhaas, que se graduou na escola da AA (Associação de Arquitetos de Londres) e depois passou muito tempo nos Estados Unidos. Sua influência foi mais forte na Universidade de Delft. Todos juntos, mudamos a arquitetura na Holanda. A abundância de imagens vindas de fora causou uma reação dos intelectuais, nas cidades e nas revistas. Jovens políticos começaram a promover cultura. As revistas melhoraram o nível jornalístico e a qualidade gráfica em pouco tempo. Aconteceram a Bienal de Veneza e manifestações como o AIR (Workshop de Arquitetura em Roterdã), no qual arquitetos estrangeiros como Rossi, Kleihues e Walkers desenvolveram planos para o antigo porto da cidade. Também foi uma época de concursos importantes, como o parlamento em Haia (vencido por Pi de Bruin) e o conjunto habitacional no Kruiskade, em Roterdã (primeira obra do grupo Mecanoo). Junto com inúmeros eventos e mostras, promovidos entre outros pelo Stichting Wonen (Fundação Morar) e o Droogbak em Amsterdã, órgãos posteriormente reunidos no Nai, surgiu um clima para debates sobre arquitetura e qualidade urbana. Esse período, nos anos 80, foi fundamental para ampliar e renovar o conceito da arquitetura na Holanda. Depois o "circo" de arquitetos viajantes ficou mais velho e começou a desenvolver projetos de peso. Os escritórios tradicionais fecharam ou se renovaram convidando jovens para trabalhar.


AU Esse fluxo de idéias estrangeiras também causou um reflexo, uma releitura das tradições holandesas?

JC Primeiro houve uma ruptura com a cultura dos anos 70 graças ao impulso de fora. O que mais chamou a atenção foi o lado formal, a beleza arquitetônica. De volta à Holanda, vimos a herança de Berlage, a Escola de Amsterdã (De Klerk), Oud e Van Eyck com outros olhos. Houve mostras e publicações dedicadas ao movimento moderno e a Berlage, que traziam pela primeira vez uma leitura distante, mais crítica, da velha vanguarda. O reflexo dessa redescoberta da arquitetura holandesa foi muito grande. Mais tarde, o lado social da arquitetura ganhou valor também, devido à influência de Aldo van Eyck, da Universidade de Delft e do movimento habitacional dos anos 80 e 90. Hoje, nenhum estudante sabe o que é 'estruturalismo', mas pelo menos conhece as obras-chave do movimento. Do restante, olha para Botta, Meyer, Ando. Isso principalmente em Eindhoven; Delft sempre foi mais convencional e nesse sentido mais moderna.


AU Os intercâmbios com o exterior não existem apenas no âmbito das idéias, mas se estendem para os projetos. Para os arquitetos não existem mais fronteiras. Poderia contar algo sobre sua experiência com colegas estrangeiros, por exemplo no Projecto Céramique, em Maastricht?

JC A arte não tem fronteiras e sempre os artistas viajam e levam impressões e idéias de um lugar para outro. Na Idade Média os arquitetos fizeram projetos em vários países. Neste século, Le Corbusier viajou o mundo, Berlage se formou na Suíça. Há cada vez mais intercâmbio cultural. Graças ao e-mail e aos aviões, a cultura se desenvolve numa escala mundial. Sempre procuro os maiores talentos. Em projetos como o Céramique, em Maastricht, não quero seguidores que produzem cópias. Quero trabalhar com inventores das idéias, direto da fonte. A participação de arquitetos estrangeiros é boa, enquanto os tecidos locais e sociais do trabalho e da moradia são costurados nos projetos. Apenas nos objetos isolados, como catedrais, isso não é necessário; são edifícios autônomos e cabem em qualquer lugar. Nos projetos incorporados em outras cidades, trabalho com equipes que reúnem um estrangeiro e um escritório local. Além de conseguir a melhor qualidade possível, essa prática melhora a arquitetura na região, porque os estrangeiros têm um papel exemplar e motivador.


AU Essa intensidade de contatos de arquitetos holandeses com o exterior explica o interesse internacional pela Holanda no momento?

JC Há vários fatores, como os contatos pessoais, o trabalho de instituições como o NAI e o Conselho Nacional de Arte. O resultado das odysees provocou o curiosidade dos estrangeiros. A Holanda vive um momento em que cresce a porcentagem de arquitetura crítica na produção. Os políticos e até os construtores descobriram a arquitetura. Percebem que qualidade arquitetônica aumenta o valor econômico dos projetos. Esse processo chama a atenção lá fora.


AU A Holanda é conhecida pelo controle estético e a harmonia da paisagem urbana. Todas as regras não limitam a liberdade criativa do arquiteto?

JC Sempre fiquei irritado com as regras, até o momento em que comecei a acompanhar projetos. Pensava que a Holanda deveria ter menos regras ... era organizada demais. Mas quando volto à Holanda, reconheço as vantagens da ordenação rígida. A Holanda é um país pequeno. Precisa-se pensar bem antes de fazer qualquer intervenção. Mas, não é possível resolver tudo com regras rígidas. Temos de interpretar a harmonia de uma maneira inovadora, permitindo a integração de experiências vindas de fora. Harmonia não é apenas a repetição de formas e temas; sempre há espaço para elementos novos. Visto de longe, somos orgulhosos com o equilíbrio. De dentro fica às vezes chato, rígido demais. Mesmo assim, acho que é bom manter as regras. Temos de procurar e mudar os limites dessas regras, em vez de abandoná-las.

AU Você esteve recentemente no Brasil, um país sem controle rígido das construções. Quais as suas impressões, por exemplo, de São Paulo?

JC Fui convidado pela bienal e pela revista Óculum para visitar São Paulo. Levei um susto. Nunca imaginei que uma cidade tão densa pudesse existir e sobreviver. Quando me acostumei, descobri que realmente há uma vida cotidiana na cidade. Eu percebi que contradições 'impossíveis' podem existir. Admiro isso. São Paulo é uma cidade viva. Isto é particular e inspirador. O caos da paisagem urbana pode ser compensado pela ação social. Em São Paulo sinto a necessidade de intervenção, de planejamento regional e de infra-estrutura.


AU O que achou do Rio de Janeiro?

JC Ao contrário de São Paulo, o Rio não tem a cara do comércio e da indústria, mas da topografia. Tem também uma população grande, mas a topografia quase virou um fator de sorte. Entre os morros, os vales podem se encher com urbanismo e caos, mas o relevo sempre é um limite. Essa situação tem muito charme. De certa maneira, é uma ordem. O que é realizado na Holanda com planejamento, é feito no Rio pela natureza. O Rio também comove e choca: a pobreza e as favelas são fatores dominantes na paisagem paradisíaca. Uma acusação contra a sociedade. Claro que não é culpa das pessoas. A sociedade se formou com certos defeitos, agora difíceis de superar. É como o problema das drogas na Europa. Não se pode culpar ninguém, mas existe.


AU E Brasília?

JC Fiquei muito impressionado. Enquanto o avião pousava, de repente vi aqueles esboços de Lúcio Costa realizados de verdade. Me surpreendeu e me deu nova confiança na nossa profissão. Brasília prova que o homem é capaz de fazer um discurso, um esboço, que depois pode virar até uma capital. Gostei muito das superquadras, com a divisão do transporte, o espaço verde. Não é apenas bem feito, mas funciona de uma maneira surpreendente. Outro fator deslumbrante é o cruzamento dos eixos residencial e monumental. Esse espaço não é dedicado ao pedestre. É um vazio. Mescla o espaço para sistemas mecânicos e logísticos com imagens de um ordenamento clássico do espaço, monumentalidade, perspectivas amplas e prédios importantes. Visitar Brasília é obrigatório como visitar Roma. É incrível que tão poucas pessoas, como Kubitschek, Niemeyer e Costa, fizeram a cidade em apenas três anos. Mesmo assim, não quero negar os defeitos do plano. São evidentes. O meu hotel, no centro da cidade, estava num lugar morto. No domingo, do meu quarto, não via ninguém na cidade. A tradição européia do espaço público e acessível está ausente em Brasília. Andando, descobri um pequeno shopping pós-moderno, que me salvou por um momento. Mas somente fiquei relaxado no outro lado da lagoa, num shopping muito grande, onde os brasilienses passavam o domingo. Assim, ficaram os prédios, a paisagem e o vazio como os pontos fortes de Brasília. E a falta de urbanismo como ponto negativo. No entanto, tenho total confiança que essa linda cidade dará certo. A obra de Niemeyer me comoveu tanto que comprei todos os livros sobre ele que achei. Visitei Niemeyer em seu escritório no Rio e pedi que autografasse todos.


AU Você comentou sobre os contatos internacionais dos holandeses. A Bienal de São Paulo lembra esse exemplo?

JC Senti que a bienal foi o resgate de algo que havia sido perdido, arquitetos como Oswaldo Bratke, Lina Bo Bardi, Vilanova Artigas, Rino Levi, Victor Dubrugras. Se parece com um momento na Holanda, no início dos anos 80. Temos que olhar duas gerações para trás. Claro que hoje as condições são diferentes. Não podemos construir a cidade da maneira como eles fizeram. Mas neles podemos reencontrar a força da arquitetura. As gerações passadas nos ensinam sobre nós mesmos. Isso aconteceu na Holanda e está acontecendo na Bélgica e na Alemanha também. É um processo vagaroso redescobrir a arquitetura e depois convencer e mudar a mentalidade dos empreiteiros, governos e políticos. Mas compensa.


AU E o intercâmbio entre o Brasil e a Europa?

JC Em termos de visitas, estudos, manifestações e estágios me parecem interessantes e valiosos. Na Europa, temos de aprender muito com os brasileiros, a maneira como pensam e trabalham. Não existem problemas climáticos, como na Holanda, e o clima abençoado do Brasil se reflete na arquitetura. Dá uma liberdade, uma organização espacial muito livre. O espírito das pessoas, a alegria, o prazer pela vida e o jeitinho brasileiro me atraem. Também se reflete na arquitetura, que é leve e alegre. Como a rampa na bienal de Niemeyer, reforçada por Paulo Mendes com a pintura em amarelo. Ou a rampa do Museu de Niterói, fantástica. Parece-me impossível que tenha sido criada por um arquiteto com mais de 85 anos. Com tanto potencial, daqui a 50 anos o Brasil poderá ter melhores condições que a Europa. A Europa sofre de uma overdose de organização e vai enfrentar problemas sérios. Paulo Mendes da Rocha acha Berlim uma cidade fria, demasiadamente detalhada, sem a alma de progresso. É isso que sinto nas culturas européias. Berlim é rígida demais, os projetos têm um acabamento bonito, mas não uma estrutura com movimento. O Brasil tem um potencial na sua desordem. Como Medellín e Bogotá. Os problemas são graves, o crescimento é forte. Mas existe uma flexibilidade necessária para construir identidades. Talvez isso tenha sido a principal lição do Brasil para mim.

No final dos anos 70, quando Jo Coenen surge no mundo da arquitetura, o panorama holandês já se encontrava marcado por tendências estéticas internacionais, promovidas pela abertura a profissionais estrangeiros consagrados. Havia também no país uma tendência de renovação urbana mais sensível, voltada às necessidades dos cidadãos. Coenen torna-se rapidamente figura proeminente nesse cenário, justamente num momento em que a juventude e suas atitudes vanguardistas são enaltecidas. Formado pela Universidade Tecnológica de Eindhoven, em 75, o arquiteto sedimenta seus conhecimentos ao lado de nomes de expressão com importantes projetos arquitetônicos, como a sede do NAI (Instituto Holandês de Arquitetura), em Roterdã, a Câmara de Comércio de Maastricht e conjuntos de apartamentos em Haia. Desenha vários planos urbanísticos, entre os quais o de Schilderswijk, em Haia, para o qual desenvolve também um sistema de pré-fabricação para padronizar os elementos de fachada. E o de Maastricht onde, mais recentemente, projetou a reurbanização de 40 ha que pertenciam à indústria Céramique, demonstrando ser possível criar uma síntese entre o tecido medieval da cidade e as radicais estruturas urbanas pregadas pelo Ciam. Presente com uma ampla sala na 3a Bienal de Arquitetura de São Paulo, em novembro passado, Coenen iniciou uma conversa com AU ainda no conturbado auditório onde havia proferido sua palestra. A entrevista, no entanto, foi concretizada por telefone, um mês depois. Nela, um pouco da história pessoal, das fortes relações profissionais entre os definidores da arquitetura moderna holandesa. E suas impressões do Brasil.

Notas da edição


1- H. B. Berlage (1856-1934) é considerado um dos pioneiros da arquitetura moderna. Desde o início usou formas simples, distantes de referências históricas. Sua estética prenunciou o expressionismo e a escola de Amsterdã. Foi também urbanista

Jacobus Oud (1890-1963) ligou-se desde 1916 ao movimento De Stijl, em que prevalece o funcionalismo. Como urbanista projetou três cidades operárias na Holanda.

Jacob Bakema (1914-1981) foi membro do Team X (contrário às diretrizes dos arquitetos do Ciam) e co-editor da revista Forum. Sua arquitetura sofreu forte influência dos ideais filosóficos e formais do grupo De Stijl. Também foi urbanista, intervindo principalmente em Roterdã.

2- Grupo Forum, formado por arquitetos que lançaram a revista Forum, como Hertzberger, Bakema, Van Eyck. Divulgava idéias novas sobre habitabilidade, identidade e tratamento mais humano de problemas estruturais.

PAUL MEURS

Colaboraram Ana Luiza Nobre, Haifa Y. Sabbag e Marcos de Sousa.

Imagem do Dia


makau, 2008.

Na semana passada estive em Santos aproveitando o feriado da Cosciência Negra para conhecer melhor a cidade e visitar alguns imóveis. A imagem acima foi clicada da cobertura do edifício Biarritz (Av. Presidente Wilson, 190 em José Menino).

Um show de vista para todo o sempre! Quando envelhecer quero morar aqui e caminhar todo dia por estes jardins!

CURIOSIDADE: os jardins da orla de Santos entraram para o livro dos recordes (Guiness Book) como o maior jardim de frente à orla do mundo! Tem 5335 m de extensão ou 218.800 m2 de área!

Fonte: site da Prefeitura de Santos.

22 de nov de 2008

SILODAM | Amsterdam


youtube, 2008.

Veja neste video, feito por estudantes, alguns dos conceitos-chave do projeto de habitação mais polêmico do MVRDV. Construído numa península de Amsterdam a forma do edifício faz alusão a uma pilha de containers e seu espaço interno propõe um mix de relações intersociais mesclando habitações, escritórios e espaços públicos.

20 de nov de 2008

Edifício Minneapolis | São Paulo


makau, 2008.

No último domingo fomos conhecer o Parque do Povo, aquela área enorme que fica no encontro entre a Av. Juscelino K. e a Marginal Pinheiros. No caminho, ao cruzarmos a Vila Olímpia, passamos em frente do Edifício Minneapolis do arquiteto Marcio Kogan.

Ai estão algumas imagens deste que é um dos meus preferidos entre os edificios comerciais. O prédio chama a atenção pela simplicidade com que é tratada a caixilharia em relação à estrutura (o que lhe confere a beleza)
e a curiosa e excêntrica posição dos pilares recobertos de inox que nascem do espelho dágua no piso de acesso.

Contam que esta "brincadeira" quase ilusionista já levou muita gente pra dentro da água!

Rua Ramos Batista, 198 | Vila Olímpia

17 de nov de 2008

Studio Ilex | arquitetura e paisagem


Concurso de Canela, IABRS, 1o prêmio, 2006.

Nesta semana apresento o recém lançado site do Studio Ilex, grupo dos amigos Leandro e Luciana Schenk (ex-colegas UNIP), que poucos anos atrás decidiram arrumar as malas e rumar com o studio, a filha e um novo projeto de vida para o interior! A cidade escolhida foi São Carlos, onde a Luciana acabou se tornando professora da escola onde estudei (EESC-USP) na área que ela mais domina: o paisagismo. O Leandro, que já era professor, continuou com o trabalho do Studio Ilex e foi dar aulas nas escolas de arquitetura privadas da cidade e região.

No site é possível conhecer a equipe, os principais projetos (divididos nas categorias cidade e paisagem, arquitetura e paisagem, interiores e design) e as premiações (que já são bastante siginificativas). Confira, entre outros, o projeto vencedor do primeiro lugar para uma intervenção urbana em Canela e o projeto que recebeu menção honrosa no concurso de idéias para o Elevado Costa e Silva em São Paulo (minhocão), ambos no ano de 2006.

Rua XV de Novembro, 2985 | Centro, São Carlos - SP | (16) 3372 9831

Links Relacionados:

StudioIlex

Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas


14 de nov de 2008

Blogosfera, conheça mais um!

Hoje conheci o blog "Arquetipos de Arquitetura" e me chamou muito a atenção o texto que define aquele espaço, cujo partido exponho aqui:

  • Partido

    Contra o neo-classicismo, contra os muros e grades, contra o mercado imobiliário, contra os carros blindados, contra o puxadinho e o barraco, contra o carpete de madeira, contra janelas mínimas, contra trânsito e corredores de ônibus, contra o porcelanato na sala, contra o (não)urbanismo caótico, contra maisons, palazzos e residentials, contra o condomínio, contra o subúrbio e a periferia, contra o mau-gosto e a burrice, contra a falta de cultura, por uma boa arquitetura.
Visite, frequente, assine e opine! Seja um crítico consciente e não um reprodutor do sistema! Vou deixar o link na barra lateral dos preferidos!

Blog "Arquetipos de Arquitetura"

13 de nov de 2008

Janela que vira varanda!


Fonte: blog Obvious, 2008.

O blog Obvious é a minha diversão diária entre os blogs que frequento! Lá tem assuntos relacionados à design, arquitetura, tecnologia, artes, humor, música e letras! E quase todo dia há postagens novas! Nestes dias vi esta inusitada invenção da janela que vira varanda e achei muito legal! Flexibilidade é isso ai!

Confira no blog mais sobre a bloomframe! E cadastre-se no Obvious!

10 de nov de 2008

Praça Victor Civita



makau, 2008.

Ontem fui conhecer a Praça Victor Civita que fica na rua Sumidouro bem próximo à Marginal Pinheiros. Já tinha lido à respeito e visto algumas imagens mas nada como conhecer o lugar pessoalmente! Visitando espaços como estes ficamos com vontade de que nossas cidades sejam melhor cuidadas, que ganhem mais atenção os milhares de cantos e glebas degradados, que mais parcerias público-privadas sejam organizadas e que triunfe o interesse da comunidade!

Não deixe de conhecer! Além de simplesmente passear pelo espaço também há uma rica e variada programação cultural (ontem teve contação de histórias, pela manhã aula aberta de ioga e durante a semana palestras sobre cuidados com a alimentação). Vai lá!

" A praça é um espaço de reflexão, inspiração e informação sobre as questões ambientais, a partir da reabilitação de uma área urbana degradada.

Gerida pelo Instituto Abril, em parceria com a Subprefeitura de Pinheiros, a Praça Victor Civita tem como objetivo tornar-se um ponto de alerta e referência para as questões ambientais, sem deixar de ser um espaço de integração e divertimento. Este Espaço Aberto da Sustentabilidade nada mais é do que um belo complexo dotado de equipamentos e programas de lazer, educação e cultura. A diferença com relação às praças e parques convencionais está no fato de que as atividades desenvolvidas na Praça Victor Civita fazem menção à educação ambiental.

Deste modo, ao fazer seu passeio, cooper ou ginástica, o visitante poderá refletir sobre a preservação ambiental e as formas de reabilitação empregadas na área, de forma que compreenda seu papel na preservação do planeta.

A Praça Victor Civita - Espaço Aberto da Sustentabilidade é resultado de um termo de cooperação firmado entre a Prefeitura do Município de São Paulo e a Editora Abril em fevereiro de 2007. Os primeiros esboços do projeto, contudo, datam de 2001, quando foi assinado um protocolo de intenções entre o governo municipal e a Editora, originando uma parceria para viabilizar a revitalização do terreno localizado na Rua do Sumidouro, nas imediações do Novo Edifício Abril."

Links relacionados:

Praça Victor Civita

Aparelhos de ginástica para a 3a. idade - ZIOBER

6 de nov de 2008

EXPO "Arquitetura do Medo" em Campinas

A exposição fotográfica " A arquitetura do medo" de André Gardenberg faz parte da programação do Circuito SESC de Artes e esta em cartaz no piso térreo do SESC Campinas. Grátis. Vai lá!

A escalada da violência e o medo modificam o cotidiano da arquitetura e a forma como nos relacionamos com o espaço, nas imagens da exposição é possível confirmar o que já há tempos desconfiavamos: hoje quem vive preso somos nós!

De 28 de Outubro a 30 de Novembro de 2008.
Terça a Sexta, das 8h às 22h.
Sábados, domingos e feriados das 9h30 às 18h.


SESC Campinas
Rua Dom José I, 270/333
Bonfim - Campinas/SP

4 de nov de 2008

Reformas valorizam o Largo da Batata em São Paulo


Fonte: makau, 2008.


O empresário Fernando Autran procurava um local para abrir um espaço de eventos que fosse bem localizado, de fácil acesso e com aluguel baixo. Procurou e encontrou um imóvel com essas características na Avenida Brigadeiro Faria Lima, zona sul de São Paulo. O único "problema" era a proximidade com o Largo da Batata. Sabendo do projeto de revitalização da Prefeitura e da futura estação de metrô, Autran resolveu apostar e abriu o Espaço Croco na semana passada.

"Queria um lugar que fosse perto de tudo. Aqui estou ao lado da Vila Madalena, do Alto de Pinheiros e da Marginal do Pinheiros e o aluguel tem valor razoável. Na Avenida Faria Lima, perto da Rebouças, o preço é exorbitante", diz.

As obras de revitalização do Largo da Batata, orçadas em R$ 96,4 milhões, começaram há um ano e a previsão é de que sejam concluídas em outubro de 2009. "O andamento depende das obras do metrô", explica Edward Zeppo, diretor de Obras da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb). "Estamos tomando cuidado para não piorar o tráfego na região, que já é bastante complicado."

Mas a valorização - por enquanto de forma tímida - está apenas começando. "Há uma série de novos projetos imobiliários em andamento, atraídos pelas mudanças, que devem ser concluídos juntamente com as obras de urbanização", avalia o diretor de Estudos Especiais da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia.

Ele acredita que os novos empreendimentos mudarão o aspecto do largo, mas a área deve manter vocação comercial. Os prédios antigos serão reformados ou demolidos e darão origem a estabelecimentos mais modernos. Segundo Pompéia, um prédio comercial será construído na Rua Pais Leme, quase no cruzamento com a Faria Lima. "Não será de alto padrão, mas de bom padrão."

O comércio popular local também deve passar por uma reestruturação visual. "Vai deixar o aspecto de feira marroquina. Será um pouco mais qualificado e poderá até atrair outras faixas de público", diz Pompéia. Grande parte dos ambulantes que trabalha no entorno já foi retirada, ficando apenas os cadastrados, isto é, os que possuem o Termo de Permissão de Uso (TPU). Mas esses serão retirados com a conclusão das obras e encaminhados para um shopping popular. No entanto, a Subprefeitura de Pinheiros ainda não sabe o local onde instalará esse centro de compras.

Calçadas alargadas

A maior circulação de pessoas deve aumentar os preços dos aluguéis, que podem até dobrar, e subir o valor de imóveis e terrenos. A facilidade de transporte público deve impulsionar a oferta de imóveis residenciais voltados para a classe média. Mas esse processo deve começar só na próxima década.

O projeto da Prefeitura prevê a transferência dos terminais de ônibus da Avenida Faria Lima para a Rua Capri, o que deve ocorrer até o fim de 2009. No local, será instalada uma estação intermodal, reunindo terminais de ônibus, estações de trem e metrô, um estacionamento e um bicicletário. O terreno da antiga Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC) foi desapropriado e será transformado em uma praça cultural. O trecho final da Rua Cardeal Arcoverde será fechado e integrado à praça. A Rua Sumidouro está sendo prolongada e deverá cruzar a Faria Lima. Os ônibus que hoje descem pela Cardeal passarão a circular pela Sumidouro.

Os postes da praça serão retirados e os fios, aterrados, a exemplo do que foi feito nas Ruas Oscar Freire e Avanhandava. "As calçadas serão alargadas e as ruas estreitas servirão de passagem apenas de pedestres. A praça vai ganhar nova iluminação e plantio de árvores", diz o engenheiro Jaime Waisman, cujo projeto, em parceria com o arquiteto Tito Lívio Frascino, ganhou o concurso para revitalização do Largo da Batata, em 2001.


Por Mônica Cardoso, de O Estado de S. Paulo

Link para o artigo original

3 de nov de 2008

A "Ferrari" das camas!

Fonte: YouTube, 2008 e Obvious.

Veja esta cama! Mais do que um móvel para dormir, ela é um espaço multi-mídia onde o usuário controla luz, som, ambiência, vê filmes, joga games e também serve para dormir! Projeto de autoria do designer italiano Edoardo Carlino, ainda não virou objeto de consumo mas é possível que em breve possamos comprá-la nas melhores lojas de design!