29 de ago de 2008

deBrug | JHK architecten


Fonte: makau, 2007.

Quando estive em Rotterdam deixei-me vagar à deriva por esta linda cidade! Em certo momento deparei-me com esta mega estrutura saindo de cima de uns prédios antigos (mais raros por lá pois a guerra destruiu boa parte da cidade!) e conclui o quanto os holandeses são ousados e inventivos!

Mais tarde vim a saber que tais predinhos antigos datam do séc. XIX e são parte do complexo fabril da UNILEVER. Havia um encargo para se construir um complexo de escritórios junto à fábrica mas a idéia de projetar um edifício-ponte (deBrug) foi dada pelas equipes de arquitetos (Dura Vermeer, West8 Urban design e JHK architecten) que propuseram sobrepor-se ao casario celebrando no local a incidência de outras importantes pontes e a região de cais do rio Maas.

Como bonus, a proposta da equipe ganhou a oportunidade de estender a intervenção urbana e construir mais 300 habitações em Nassaukade e Oranjeboomstraat.

O
"deBrug" é projeto do escritório JHK architecten, tem aproximadamente 15mil m2 e destaca-se na paisagem, não apenas pela ousadia mas pela beleza e leveza de suas estruturas. Vendo-o sobre outros ângulos parece que o mesmo flutua sobre o velho casario dando-lhe novo significado e criando um magnifico ponto de atração visual.

28 de ago de 2008

RUA | arquitetura portuguesa




fonte: site RUA, 2008.

[06-003_medio tejo]

Concurso Internacional para a Dinamização das margens do Medio Tejo | RUA | Portugal | 2007

"A proposta assume três eixos estruturantes de circulação: o rio, o comboio e a criação de uma Grande Rota (GR), destinada ao pedestrianismo que acompanhará o rio e que serve de eixo central e de articulação a uma rede de Pequenas Rotas (PR). O “marco” auxilia a orientação, quer devido á posição estratégica que cada módulo ocupará na rede de percursos, como pela rede visual criada entre os vários módulos, que desta forma sugerem percursos visuais apontando direcções a seguir e aproximando os diversos locais. O “marco” pode ser um abrigo, um local de pausa, um apoio para actividades desportivas, um posto de informações ou um leitor de paisagem. É utilizado como suporte para a sinalética necessária para a marcação de percursos e para inscrever informações complementares. Três módulos de betão armado e diferentes conjuntos de acessórios resultam em diferentes opções respondendo às exigências programáticas. Os módulos são, na sua forma geométrica, variantes de uma superfície cúbica em que são consideradas mais ou menos faces. Esta característica de modularidade aponta para a pré-fabricação das peças."

veja filme sobre os módulos e suas possibilidades de uso.

VMX Architectes | Bicicletário em Amsterdam



Imagem e corte, fonte: site VMX, 2008.

O escritório holandês VMX estabeleceu-se em Amsterdam em 1994 logo após vencerem o concurso EUROPAN 3. Sua produção envolve desde o desenho de objetos até um abrigo para bicicletas passando por projetos de habitação de alta densidade. O estudio é formado pela dupla de arquitetos Don Murphy e Leon Teunissen. Don foi um dos primeiros graduados no Intituto Berlage, e é responsável pela área de arquitetura do escritório. Leon é graduado pela TU Delft em arquitetura e gestão da construção, e é responsável pela gestão dos projetos e do escritório como um todo.

Destaco o projeto do Bicicletário (bicycle storage) em Amsterdam, projeto de 1998-1999, construído entre 2000-2001 para a Prefeitura de Amsterdam, ao custo de 1M de euros.

"Conjuntamente à construção da linha norte-sul do metrô, à nova estação de ônibus e à passagem subterrânea para pedestres, a municipalidade de Amsterdam teve que liberar o espaço da entrada principal da Central Station da massa de bicicletas. Um abrigo temporário de bicicletas construído sobre a água entre o cais dos amantes e o Ibis Hotel foi a solução encontrada. O espaço permitia a ocupação máxima de 100m de comprimento por 17,5m de largura e capacidade para 2500 bicicletas. A construção teve que ser "self standing"(?) e guardar uma distância mínima de 2m do cais. Por conta dos vários barcos turísticos que precisam manobrar por ali, o edifício foi executado com uma projeção."

In conjunction with the construction of the north-south metro line, the new bus station and the underground pedestrian passage, the municipality of Amsterdam had to free the entrance plaza of Central Station from the mass of bicycles. A temporary bicycle storage in the water between the Lovers quay and the Ibis Hotel is the designed solution. The site allows a maximum length of 100 meters, a maximum width of 17,5 meters and a capacity of 2500 bicycles. The construction had to be self standing and a minimum of 2 meters from the quay. Because of the numerous touring boats needing to turn in this area, the building has been executed with an overhang (texto original do site).

Veja no mapa onde fica.

Veja imagens e textos deste projeto no site do VMX.

Contacte o VMX!


E por falar em bicicletário, conheça os do metrô de Santiago (Chile)!

27 de ago de 2008

LOOS Architectes



Infográficos e perspectiva, fonte: site Loos Architectes, 2008.

LOOS é um escritório de arquitetura holandês chefiado pelo arquiteto Miguel Loos, atua nas áreas de urbanismo, arquitetura e interiores e tem várias participações em concursos nos últimos anos.

Veja a proposta apresentada no EUROPAN 9 (2007) para um conjunto de habitações em Almere: 9.500m2 de habitações, 2.500m2 de habitação social, 5.300m2 de hotéis e 4.200m2 de área comercial.

Há vários desenhos e criativas formas de representação gráfica!

Obs. EUROPAN é um concurso voltado para a área de habitação que propõe a cada ano (ou edição) um tema para debate, no ano de 2007 o tema foi "Cidades Sustentáveis e Novos Espaços Públicos".

26 de ago de 2008

ARX | arquitetura portuguesa


fonte: site ARX, 2008.

A despeito do vazio e da mediocridade a que estamos subordinados numa cidade que se transforma pelas mãos dos empreendedores imobiliários, circulam pelo mundo grandes idéias e arquitetos e bons projetos são elaborados! Então vamos conhecê-los melhor!!

Visite o site do ARX, uma dupla de arquitetos portugueses, Nuno e José Mateus que anda produzindo muito boas reflexões em arquitetura.

Eles vão morar no shopping!!


Fonte: site do empreendimento.

Aliar moradia, trabalho, lazer e consumo dentro de um mesmo espaço pode parecer uma grande vantagem numa metrópole caótica como São Paulo. E, de fato, há maneiras inteligentes e democráticas de promover tal casamento no espaço urbano mas certamente uma boa forma de fazê-lo não será seguindo o modelo do Parque Cidade Jardim!

... justificar a opção por mais comodidade, qualidade de vida e segurança não evita críticas ao novo conceito "4 em 1" de moradia.

"É uma tendência que mostra o empobrecimento da questão urbana. Quem vive isolado perde a riqueza de estímulos que a cidade tem",

afirma a arquiteta e urbanista Maria Lucia refinetti Martins, 56 da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo).


Tomara que fiquem por lá, que sejam muito felizes e que deixem de atrapalhar o trânsito da cidade, parando em fila-dupla seus land-rovers, pajeros e tucsons! E que observem do alto de suas masmorras a liberdade que gente de verdade vive aqui embaixo nas cidades!

Confira na Revista da Folha matéria sobre a opção de viver isolado e forme sua própria opinião!

Visite o site do Parque Cidade Jardim e veja em detalhes a decadência arquitetônica e urbanística a que assistimos em nossa cidade!

25 de ago de 2008

Edifício Triangulo | Oscar Niemeyer



Edifício e painel de Di Cavalcanti fonte: makau, 2008.

O Edifício Triângulo, localizado na esquina das ruas Quintino Bocaiuva e José Bonifácio (no centro de São Paulo), assim como os edifícios Copan, Montreal, California e Eiffel (Pça. da República, 177, 54 UH duplex de 2, 3 e 4 dormitórios), foram encomendados pelo Banco Nacional Imobiliário (BNI) entre as décadas de 40 e 50 ao arquiteto modernista Oscar Niemeyer.

Daniela Viana Leal, em sua dissertação de mestrado (IFCH -UNICAMP sob orientação do Prof. Marco do Valle) destaca que o BNI (fundado em 1945), ao contrário dos bancos da época, investiu nos pequenos investidores, conquistando a classe média que crescia no boom do pós-guerra. A pesquisadora também afirma em seu trabalho ser esta uma fase renegada da produção de Niemeyer, que nesta ocasião mantinha em São Paulo um escritório sob a direção de Carlos Lemos.

Veja os links:

Arquitetura investiga "fase renegada" de Niemeyer.

Obras paulistanas dos anos 50 compõem fase obscura de Niemeyer.

Oscar Niemeyer e o mercado imobiliário de SP na década de 50.


Edifícios preciosos.


Niemeyer e a unanimidade - artigo de Daniel Piza



23 de ago de 2008

False Flat: why dutch design is so good?


Fonte: designcrack.com



Edifício RACY | Aaron Kogan



Fonte: makau e www.piratininga.org, 2008.

Passando hoje de manhã pelo Elevado Costa e Silva a caminho da zona OESTE tive a rápida sensação de estar vendo o edifício COPAN por algum angulo inusitado.......apesar deste estar bem próximo eu estava enganada!! Era o Edifício Racy, do grande arquiteto Aaron Kogan!! Qualquer semelhança com o outro não é mera coincidência!! Foram contemporâneos!

Vale a pena visitar: Av. São João, 1588 - Centro

No site PIRATININGA.ORG é possível ver muitas imagens de São Paulo (edifícios, ruas, imagens aéreas, noturnas e muitas curiosidades sobre a grande metrópole)!

19 de ago de 2008

QUE PONTE LINDA!



Fonte: arquivo pessoal e site de Feichtinger Architectes, 2008.

A passarela Simone de Beauvoir em Paris conecta os distritos de Bercy à Tolbiac, ligando de forma muito elegante o Parc de Bercy à Biblioteca Nacional da França. A partir do parque você acessa a ponte de forma sútil e contínua e ao cruzá-la, além de chegar do outro lado (função essencial de uma ponte!) também pode aproveitar para contemplar a paisagem sobre o rio Senna!

Construída em estrutura metálica, tem o piso de madeira e os guarda-corpos em alumínio cuja balaustrada é preenchida por uma tela de aço inox flexível. A ponte oferece variadas possibilidades de percurso e também convida ao estar. No piso inferior há um deck que serve de arquibancada para eventos temporários ou mesmo como área de contemplação para eventos no rio.

EU FUI!

18 de ago de 2008

SANAA | EXPO em SP


Ryue e Kazuyo | Zollverein School, Essen | Foto: Thomas Mayer.

Mostra no Instituto Tomie Ohtake reúne cerca de 40 trabalhos dos arquitetos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, incluindo 22 maquetes de projetos individuais e com a assinatura SANAA.

Fonte: Redação da revista AU.

Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, nomes de destaque da arquitetura japonesa contemporânea, vêm ao Brasil a convite do Instituto Tomie Ohtake, que entre os dias 14 de agosto e 28 de setembro abrigará uma exposição com trabalhos dos arquitetos. A dupla, que se conheceu no escritório de Toyo Ito e mais tarde formou o escritório SANAA, fará uma palestra gratuita no dia 15 de agosto, com vagas já esgotadas.

Com curadoria da crítica e diretora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, Yuko Hasegawa, a mostra reúne cerca de 40 trabalhos dos arquitetos, incluindo 22 maquetes de projetos individuais e com a assinatura SANAA. Desenhos, fotos, vídeos e peças de design como as cadeiras Marumaru, Flower e Rabbit e os aparelhos de chá e café, pratos e talheres desenvolvidos para a marca italiana Alessi também estarão na exposição.

Entre as maquetes apresentadas, destaque para a do projeto Learning Center EPFL - Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça. Feita no Brasil por estudantes da FAUUSP sob a coordenação da professora Leninha Ayoub e orientação do diretor Sylvio Sawaya, a maquete possui extensão de 10 m x 7 m.

Outros destaques são as maquetes de projetos vencedores de concursos, como o New Museum, em Nova York, o novo Louvre, em Lens, na França, o Pavilhão de Vidro do Toledo Museum of Art, em Ohio, Estados Unidos, e a Zollverein School of Management and Design, em Essen, Alemanha.

Essa será a segunda visita de Ryue Nishizawa ao Brasil. Em abril deste ano, o arquiteto esteve em São Paulo para uma palestra por ocasião da mostra Quando vidas se tornam forma: diálogo com o futuro Brasil-Japão, realizada no MAM em comemoração ao centenário da imigração japonesa.

Serviço
SEJIMA + NISHIZAWA/SANAA: Flexibilidade, Transparência, Amplitude
Abertura: 14 de agosto, às 20h
Período: até 28 de setembro de 2008, de terça a domingo, das 11h às 20h. Entrada gratuita
Local: Instituto Tomie Ohtake. Av. Faria Lima, 201
Informações: (11) 2245-1900


Leia entrevista com Ryue Nishizawa para a revista AU.

Veja álbum de imagens do UOL!


PRIMEIRO OURO NAS OLIMPÍADAS


Fonte: site do jornal "O Estado de São Paulo", 2008.

Na noite de 15 de Agosto de 2008 o nadador brasileiro César Cielo conquistou a primeira medalha de OURO nas Olimpíadas de Pequim! Venceu a prova dos 50m livres em 21 segundos, batendo inclusive o recorde de tempo olimpíco nesta modalidade!

Sábado de manhã o Brasil acordou mais feliz e as manchetes de todos os jornais estamparam a alegria de Cielo pela conquista do título!

Aproveito a oportunidade para sugerir a leitura de um título sobre projetos de edifícios esportivos que traz bons projetos como por exemplo o "Basket Bar" do NL Architects no campus da Universidade de Utrecht:

Espacios Deportivos | Architecture in Detail | IJB Ediciones
Instituto Monsa de Ediciones SA | monsa@monsa.com

E utilizando o "Basket Bar" como referência para uma crítica aos seguidores dogmáticos de um modernismo agonizante, leia o artigo NOTAS SOBRE UM BAR, UMA QUADRA DE BASQUETE E UM CADÁVER do Prof. Dr. Leandro Medrano (FEC|UNICAMP)
[Publicado na revista “OCULUM ENSAIOS” No. 03 em 2006. ISSN 1519-7727]

Endereço do BasketBar em Utrecht:
Genevelaan 8

Postbus 56
3980CB Bunnik

15 de ago de 2008

2G dedica número a Paulo Mendes da Rocha


Galeria Leme, São Paulo. Fonte: site revista 2G

Já esta disponível para compra o número 45 da revista 2G dedicado ao brasileiro Paulo Mendes da Rocha (Espírito Santo, 1928), um dos nossos grandes arquitetos vivos e
ganhador do prêmio Pritzker de 2006.

Com textos e entrevista de Guilherme Wisnik , traz os projetos do centro cultural FIESP, do museu da escultura: MUBE, Pinacoteca entre outros de maior escala como um campus universitário, o terminal de ônibus urbanos do Parque Dom Pedro e a Praça do Patriarca.

CANJA: confira a entrevista do arquiteto com outros colegas de profissão na revista eletrônica ARCOWEB.
E outra entrevista no site Vitruvius onde ele comenta sua participação no projeto do Pavilhão do Brasil, construído na Feira Internacional Expo 70 em Osaka, Japão.

14 de ago de 2008

CINEMA NO BRASIL | Grupo Severiano Ribeiro e Atlântida Cinematográfica


Fonte: site Kinoplex, 2008.

Os CINEMAS, antes construídos nas ruas e avenidas, já foram edifícios importantes e seus espaços tanto internos quanto externos eram cuidadosos e generosos com o ritual que envolvia ir ver um filme. Não eram salas "multi-plex" e seus lindos e suntuosos "halls" de acesso não cheiravam a pipoca (hoje vendidas nos cines paulistanos a R$15,00 o saquinho + uma coca!!!!!). Havia sim, um pequeno e discreto balcão (igualmente importante no projeto do espaço) chamado de "bomboniére" que vendia drops, caramelos e talvez também vendesse pipocas (a grande vedete do ritual)!

Eu não nasci nessa época....mas sempre me interessei por cinema e as fotos estão ai para provar! As máquinas de exibição e som talvez não fossem tão potentes como as de hoje mas ir a um cinema na década de 30 em SP ou no RJ devia ser um luxo!!

Nos links indicados é possível conhecer em detalhes um pouco da história do cinema no Brasil, através de quem produzia e quem exibia os filmes (os donos de cinemas), dentre estes destaca-se o Grupo Severiano Ribeiro, que derivou na atual rede KINOPLEX (nova geração de salas de cinema).

Ribeiro Júnior, herdeiro do Grupo Severiano Ribeiro, estudou Administração em Londres, falava muito bem inglês e passou o início da década de 30 viajando pela Europa, em tempos de pré-guerra.

Em 1935, volta ao Brasil no auge dos negócios do pai, assume a programação de toda a rede de cinemas e interessado também em produzir filmes, abre a central de distribuição UCB (em 1943) e torna-se sócio da Atlântida Cinematográfica, criada por Moacyr Fenelon e José Carlos Burle.

No site da Atlântida Cinematográfica (produtora de filmes no Brasil) é possível acessar um pequeno álbum de fotos dos cinemas, dos atores dos primeiros filmes brasileiros e da repercussão de alguns filmes estrangeiros no Brasil.

Fonte: Site da Atlântida Cinematográfica, 2008.

Arquivo de arquitetura | ARCHIWEB


Fonte: site archiweb, 2008.

O portal Archiweb é um grande banco de dados sobre arquitetura: por lá tem livros, revistas, projetos, eventos relacionados à arquitetura e muito material para pesquisa de imagens e desenhos. O único porém, por enquanto, é que a edição em inglês ainda não esta completa. Como o site é nativo da República Tcheca o mais difícil é compreender os textos. Mas é uma excelente ferramenta de busca!

Neste link por exemplo, que é uma área sobre livros, há uma dica sobre o livro "Density" da editora a + t que mostra várias páginas internas do mesmo!

Vale a pena usar!

13 de ago de 2008

Vivienda en Común - AV Monografias n. 126 (2007)


Fonte: fig. 1 site Ofis Arhitekti, fig. 2 capa da revista, makau.


Passei horas felizes na biblioteca do campus SWIFT e aqui vai uma dica para pesquisa sobre edifícios de habitação coletiva: a revista AV n. 126.

Dedicada à habitação, traz alguns conjuntos antigos como as habitações sociais em Bouça (Porto) de Alvaro Siza publicado com muitos desenhos e ótimas imagens. E também projetos ousados e originais como o dos arquitetos eslavos, Ofis Arhitekti, para um conjunto em Izola que se utiliza da geometria das aberturas para alcançar uma expressividade plástica ímpar nas fachadas, além de abrigar-se do sol.


Tem também Nieto e Sobejano em Groningen, MVRDV em Amsterdam (Parkrand, gigantesco!), Morphosis & Diaz-Urgorri em Carabanchel, Manuelle Gautrand em Rennes, Fink & Jocher em Munique (Olympiapark), Ferrater & Martí em Barcelona, DKV architekten em Amsterdam (torre de apartamentos redonda) e outros bons projetos!

Compromisso Europeu

Ante à crise imobiliária e financeira e frente à ameaça das mudanças climáticas, as administrações européias colaboram com arquitetos, promotores e diferentes grupos sociais na busca por soluções que tornem compatível a construção de habitação de qualidade para atender às necessidades dos cidadãos com o crescimento racional das cidades e com a exigência de projetos inovadores que contribuam para a conservação do meio ambiente.

As obras aqui apresentadas tem em comum a preocupação por questões como a densificação, a economia energética, a utilização de materiais locais, a flexibilidade dos programas ou a resposta a um determinado entorno urbano.

Tais obras constituem uma mostra da atenção que na Europa continua sendo dada ao compromisso social que fundamenta a arquitetura da habitação coletiva desde o Movimento Moderno.

11 de ago de 2008

Livro Virtual de arquitetura, MUITO BOM! VEJA!

Disponível em www.skinarchitecture.com, o primeiro livro virtual de Arquitetura, editado em todo o mundo: Piel [Pele], da salvadorenha Ethel Baraona. Não se trata de um PDF nem de um arquivo de texto, mas de um livro não impresso, com ISBN e tudo, que utiliza a tecnologia Flash Page Flip e que se pode folhear. O download é um pouco demorado – cerca de 5 minutos –, mas vale a pena conhecer porque o conteúdo também é bom.

Fonte: Revista Eletrônica Vivercidades
de 08/08/08

Twirling Tower, edificio giratório que se alimenta com energia eólica!



Ninguém mais se impressiona com os MEGA edifícios de Dubai! Mas este surpreende pelo arrojado sistema de movimentação que adquirem os pisos! Confira no link um pouco mais sobre a tecnologia e assista a um filme de animação.

7 de ago de 2008

VILA MARCO AURÉLIO | HABITAÇÃO COLETIVA INTELIGENTE EM SÃO PAULO


PROJETO DE VILA PROVA QUE MUITOS CONCEITOS IMPOSTOS PELO MERCADO NEM SEMPRE SÃO OBRIGATÓRIOS E PÕE ABAIXO A TESE DE QUE SÓ O RECUO LATERAL GARANTE PRIVACIDADE E ILUMINAÇÃO NATURAL.

Nem casa isolada, nem apartamento", avisa José Armênio de Brito Cruz. O novo modelo de moradia arquitetado pelo sócio do Piratininga Arquitetos Associados é a leitura contemporânea da antiga casa geminada de vila. Ele trás de volta a edificação coletiva horizontal, em pavimentos, e em nome da ocupação racional rompe com os convencionais recuos laterais impostos pelo mercado. "É uma evolução do conjunto assinado pelo professor João Vilanova Artigas na rua Sampaio Vidal, em 1944", revela o ex-aluno da FAUUSP a sua fonte de referência, dizendo ainda beber da água do mestre.

O sistema arquitetônico desenvolvido pelo escritório nasceu da reforma de uma casa pequena no Jardim Europa, em São Paulo, que deveria ter espaços fluidos e só tinha a chance de captar a luz pela frente e por trás do bloco. O modelo foi aperfeiçoado, alcançando uma matriz repetível que se adequa à maior parte dos terrenos. "O novo conceito de moradia está sendo introduzido em áreas valorizadas da cidade, em lotes caros e com infra-estrutura", enfatiza. A planta flexível pode ser personalizada, atendendo aos diversos tipos de programas, necessidades e etapas da vida.

"A proposta viabiliza custos, agiliza a obra e foge da tradicional fórmula de condomínio", explica o arquiteto que se indigna com a forma da arquitetura atual. "Ela ocorre como objeto isolado da cidade, escondendo o valor da terra, os medos, as coragens e a maneira de viver do morador. 'A cidade se desenha coletivamente', dizia Artigas".

O sistema busca uma arquitetura mais social, resgatando o desenho urbano, preservando as características do bairro onde for construído e incentivando o convívio pacífico entre a casa e a cidade. "Quem deve cuidar da rua é o morador", alerta Brito Cruz, recriminando as opressoras muradas – próximo paradigma a ser quebrado em breve pelo escritório –, que isolam a vida social. "O paulistano deve fugir do conceito de chácara. A separação só aumenta a violência. A cidade é o reflexo de nossos desejos. As pessoas precisam aprender a viver juntas. É bom conviver com as diferenças", acredita.

Adepto de soluções simples, mas inteligentes, que asseguram eficiência arquitetônica, o projeto assinado pelo escritório derruba os principais tabus propagados pelo mercado contra a habitação coletiva, como a falta de privacidade e luz. Recorrendo às paredes duplas recheadas de lã de rocha e amplas aberturas frontais e posteriores a cada unidade, o projeto garante o conforto desejado ao usuário.

Projeto universal

Por ser um sistema versátil, a proposta desenvolvida pelo Piratininga Arquitetos Associados foi delineada de maneira a atender aos anseios de qualquer construtor ou incorporador. "O processo construtivo, o número de unidades, cômodos e pavimentos fica sob a decisão do empreendedor", explica. A primeira versão do modelo da casa coletiva, erguida em um ano e um mês no terreno que abrigava o antigo galpão da Lorenzetti, na Vila Romana, em São Paulo, foi a resposta do escritório a investidores que queriam um empreendimento diferenciado. "A idéia foi aceita justamente pelo fato de as casas serem coladas", explica. O projeto originou uma habitação com 11 casas de 182 m2, quatro voltadas para a rua, a um custo em torno de 250 mil reais cada. Segundo Brito Cruz, o preço pode chegar a até 1 milhão de reais, de acordo com o custo do terreno e do projeto.

A estrutura da edificação pode ser tanto de alvenaria estrutural quanto de pilares e vigas de concreto preenchidos por blocos – o caso da Vila Romana. No térreo, onde está a garagem, pilares recuados e uma viga em balanço sustentam as paredes-limite de cada unidade e liberam espaço para a manobra dos carros. Nas unidades, a pré-laje apoiada nas paredes- limite agüenta o vão (nesta versão, de 6 m) criando espaços amplos que podem ser divididos conforme o programa do cliente.

Na parte frontal e posterior do edifício, as vigas são invertidas, servindo de peitoril no vão desejado do caixilho. Já entre as unidades, as vigas foram instaladas do modo convencional, possibilitando a unificação de mais de uma unidade sem o obstáculo. A escada é fixa e leve, nos moldes da escola paulista de arquitetura, e liga todos os pavimentos, distribuindo luz natural proveniente do caixilho metálico que dá acesso ao solário.

Grandes esquadrias metálicas repetem-se nos pavimentos fechados, sendo preenchidas no piso social por vidros e na ala íntima por venezianas de madeira, ambos de correr. "Nada de vitrôs e aberturas pequenas. A janela é uma só e se adapta à produção racional, reduzindo gastos e dando maior praticidade à execução", prega o arquiteto. "Por que a cozinha deve ser sempre fechada e escura?", questiona, afirmando que o modelo introduz novas maneiras de viver.

Os banheiros estão localizados no meio da unidade, possibilitando a colocação de forros para a passagem das instalações. Eles recebem iluminação e ventilação naturais pela clarabóia acima do solário. O lavabo é fechado e tem uma ventilação acima do forro e diretamente conectada ao caixilho externo.

No último andar, está o solário com área de lazer privativa para cada unidade. No projeto da Vila Romana, o pavimento foi ocupado por ofurô e churrasqueira. Conforme o tamanho do terreno, é possível prever a criação de áreas comuns para os usuários. No fundo das unidades, há um jardim íntimo.

A segurança ainda tão ansiada pelos cidadãos metropolitanos é assegurada por uma cerca transparente de elementos vazados, também utilizados para delimitar a área de serviço. Ela protege e faz a integração com o exterior, reduzindo o constrangimento causado pelos muros maciços e altos de alvenaria.


Confira matéria completa com imagens e desenhos na REVISTA AU n.157 | Março de 2007.


4 de ago de 2008

Arquitetura Espanhola | projetos de habitação e edifícios institucionais


Centro de Educação Preescolar em Ávila
Fonte:
BmasC Arquitectos

Destaques | Revista AV Monografias 117 | 118, Espanha 2005.


  • Parque Deportivo Cornellá del Llobregat, Valencia | Alvaro Siza pg. 136
  • Biblioteca Jaume Fuster, Barcelona | Josep Llinás pg. 170
  • Centro de educación preescolar, Ávila | BmásC, Blanco & Colón pg. 178
  • Centro geriátrico, Barcelona | Clotet & Paricio pg. 184
  • Viviendas tuteladas, San Vicente (Alicante) | Javier García-Solera pg. 198
  • Viviendas sociales en Carabanchel, Madrid | Sancho & Madridejos pg. 202
  • Conjunto residencial ‘Els Quimics’, Gerona | Gascón & Martí pg. 206

3 de ago de 2008

Especial MEGACIDADES no Estadão


Fonte: site

Hoje no jornal impresso "O Estado de São Paulo" foi encartada a publicação MEGACIDADES, que faz parte da série Grandes Reportagens. A revista traz vários artigos, imagens, infográficos e entrevistas dedicados à problemática das grandes (MEGA) cidades como São Paulo, Londres, Mumbai, Lagos e Nova York.

Na reportagem, entre outras coisas você verá que São Paulo e Campinas unidas, já podem ser consideradas a primeira macrometrópole do hemisfério Sul, reunindo 22 milhões de habitantes em sua mancha urbana.

Caso não tenha conseguido adquirir o seu exemplar, visite o link disponibilizado pelo jornal que também traz imagens, mapas e infográficos para mergulhar no tema das megacidades mundiais.

Boa leitura!

2 de ago de 2008

ADESIVOS PARA TODO TIPO DE APLICAÇÃO!


Visite o site IT.F!x e conheça a nova coleção de adesivos especiais criada pelo arquiteto e designer CÁSSIO CASTRO (Jundiaí - SP) para aplicação em espaços internos e externos.

contato:
cassiocastro@fox.com.br