30 de jul de 2008

Comunidade de Arquitetura (Portugal)

Na comunidade Arquitectura.Pt debatem-se idéias, projetos, livros e um universo de informações acerca deste tema. Para utilizar é necessário preencher um cadastro.

Caso você já seja membro, busque pela listagem de revistas de arquitetura, irá surpreender-se com o tópico que traz todos (ou quase todos) os links para as revistas especializadas em arquitetura no mundo!

Divirta-se!

29 de jul de 2008

Duas LIVRARIAS e uma GALERIA em Paris

Entre as várias livrarias especializadas em arquitetura em Paris destacam-se estas:

Le Genre Urbain, que é multimídia e concentra-se em temas sobre cidades e urbanismo. Fica no 30, Rue de Belleville (01 44 62 27 49). Metrô Belleville. Neste site há uma área que disponibiliza uma lista de links úteis para pesquisa na área de urbanismo (instituições, publicações, centros de pesquisa etc).


Le Moniteur, uma livraria completa na área de arquitetura, com títulos nas áreas de projeto, tecnologia, construção, paisagismo e teoria da arquitetura. A loja mais central fica no 7, Place de l'Odeon (01 44 41 15 75). Métro Odéon. Mas há outros endereços, confira no site!

La Gallerie D´architecture
, uma galeria dedicada à arquitetura contemporânea, com exposições, livraria e café. Livros e revistas de várias partes do mundo. Fica no 11, Rue des Blancs Manteaux, no Marais.


25 de jul de 2008

Edifício E1 - Campus USP São Carlos



Fonte: desenho publicação; imagem: makau, 2006.

Estou de férias (hummm que delicia são as férias escolares!) e por isso a demora em postar....mas já que estamos quase voltando às salas de aula lembrei-me de registrar aqui o elegante edifício E1 da Escola de Engenharia de São Carlos (USP - São Carlos), onde estudei, projeto de Hélio Duarte e Carvalho Mange, de 1953.

Moderno, peregrino, educador

Decerto, Helio Duarte foi um dos arquitetos modernos com o perfil mais improvável entre seus pares de geração. Heróis da prancheta, realizadores de edifícios e cidades da utopia moderna, ele se distinguiu de seus contemporâneos ademais por perseguir também outra utopia: a da educação. Arquiteto que enfrentou toda a gama de projetos educacionais, de creches a cidades universitárias, seu esforço não foi apenas o de materializar os lugares de ensinamento. Helio Duarte foi dos poucos modernos a abraçar uma dedicada carreira acadêmica paralela à sua atuação de prancheta. Ele foi o principal responsável pela criação do mais prestigioso programa de pós-graduação do Brasil, o da Fau-USP, e foi virtualmente o "inventor" dos trabalhos finais de graduação - hoje consagrados em todas as escolas. Peregrino, suas obras e presença se disseminaram no Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Ceará e Brasília. Não foram poucos os rastros deixados pelo arquiteto carioca.

Hugo Segawa - encarte da revista AU80 que apresenta versão resumida de um ensaio sobre Helio Duarte.

8 de jul de 2008

Troca de casas!

viaje e fique na casa dos outros!

Conheça os sites que permitem fazer turismo gastando pouco hospedando-se em casas de moradores locais. Em troca você empresta a sua casa também!

Home Exchange
CouchSurfing
Intervac
Digsville
Homelink
Trocacasa

Fonte: O Estado de São Paulo caderno metrópole, 06/07/2008.

5 de jul de 2008

BOB361 | escritório belga


Imagem: site.

O escritório BOB361 é formado por três arquitetos belgas. Tem sede em Bruxelas e em Paris. Visite o site e conheça outros projetos. A imagem refere-se ao projeto de ampliação de uma escola primária em EVERE (Bélgica). Através da proposição de uma grande estrutura foi possível conectar espaços antes pouco relacionados.

Docas leste em Amsterdã: multiplicidade ou multiplicação?


Imagem: site.

Artigo de Elisa Vaz Ribeiro debate o projeto da ocupação de "Java-Eiland" em Amsterdam (docas da região leste). Projeto urbano de Sjoerd Soeters, a ilha que abriga 1.300 habitações é assim chamada em referência à ilha de Java, na Indonésia.

Elisa Vaz Ribeiro, arquiteta pela UFPE, foi colaboradora no escritório VRF arquitetos (Vital Pessoa de Melo), Recife, e consultora do Centro Josué de Castro para o desenvolvimento dos planos diretores de Arcoverde e Belo Jardim (PE). Em 2007 foi colaboradora de Márcia Moreira (Ruimtelijke Vormgeving en Interieur Advies), Haarlem, Holanda. Atualmente trabalha no escritório André Lobo Arquitetura, Recife.

Fonte: Vitruvius

3 de jul de 2008

MY PUBLIC SPACE | EXPOSIÇÃO NO NAI

No sábado 28 de Junho de 2008 foi aberta no NAI - Netherlands Architecture Institute - a exposição "My Public Space", uma exposição sobre espaços públicos em oito cidades européias, em oito quiosques.

Um levantamento fotográfico de 2000 anos de espaços públicos esta em exibição no prédio do NAI.

Quão públicos são os nossos espaços públicos? Esta é a questão que o NAI propõe-se a debater com a exposição.

Um espaço público é, em princípio, acessível a todos, mas vários espaços urbanos tem sido privatizados, adaptados para uma função particular ou sujeitos a um estrito regime de vigilância. E assim, cada vez mais e mais espaços são desenhados para o benefício de um determinado grupo ao invés de serem amplamente acessíveis a todos!

2 de jul de 2008

Mão escondida projeta arquitetura medíocre | Artigo

Artigo de Jorge Wilheim - O ESTADO DE SÃO PAULO - 02/07/2008

Publicado também no Vitruvius com imagens em 12/07/2008


Ao examinar os projetos imobiliários que abundam em nossos jornais, noto que ultimamente a cor verde predomina: oferece-se à venda a paisagem vista da janela - um parque longínquo ou o jardim, por vezes bem elaborado, que constituirá o verde privativo de quem pode. Recentemente até se oferece um simulacro de vida urbana, ao propor-se - imaginem! - uma rua, como aquelas de verdade - lembram? - em que as crianças se conheciam e brincavam; agora, porém, rua privativa, também para quem pode. Em alguns casos se oferece um centro esportivo ou um spa, de diminutas proporções, só para mencionar.

Simulacro de paisagem urbana, simulacro da sociedade reduzida a condôminos, simulacro de cidade. Parece que o mercado, mesmo usando sua mão escondida - diferente da mão invisível de Adam Smith (1723-1790), segundo o qual ela transformaria interesses individuais em bens sociais -, ainda não conseguiu apagar a lembrança de que a propriedade a ser vendida se situa numa cidade real, gerando um simulacro, exclusivo e excludente. Não nego a demanda por segurança que está na sua origem, mas questiono a falta de criatividade das soluções.

Quando plantas dos apartamentos são publicadas, espanta-me a similitude dos programas e dimensionamentos: parece que há um único protagonista a desenhar com sua "mão escondida" todas as plantas, com iguais dimensões dos quartos, denominações sempre que possível em inglês e a presença inevitável, esta brasileira, da churrasqueira.

O que não se publica é o nome do arquiteto autor desses projetos! A "mão escondida" o apagou, seja por não considerá-lo importante a ponto de figurar ao lado do decorador, do paisagista e dos realizadores do empreendimento; seja porque o próprio arquiteto não se sinta à vontade com o resultado. Se arquiteto existe, como entender, tiradas poucas exceções, o descaso com a estrutura e com a fachada, geralmente um aplique colado, muitas vezes imitando um paupérrimo estilo neoclássico?

Ao percorrer a cidade, vejo, com espanto, o resultado disso: um descalabro arquitetônico, na profusão grotesca e gigantesca de fachadas sem caráter, um acúmulo de mediocridade preenchendo a paisagem urbana, num completo descaso com a rua em que cada prédio se localiza, ao atulhá-la com trânsito que não pode suportar e uma seqüência de grades, muros, muralhas com guarita, por vezes parecendo-se com presídios. Expressão voraz e predatória do privado não-urbano, recusa da cidade e da vida societária, exclusão ostensiva de tudo o que é público, de todos.

Onde estão os arquitetos herdeiros de mestres da arquitetura residencial? Não mais se encontram, e perdoem a generalização, pois exceções certamente existem, projetos que emulem os esplêndidos edifícios Esther (Vital Brasil), Prudência (Rino Levi), Louveira (Artigas), General Jardim (O. Bratke), Mena Barreto (Aflalo e Gasperini), Guaimbé (Mendes da Rocha), Higienópolis (Heep), Sto. André (Pilon), Copan e Eiffel (Niemeyer) - todos exemplos de boa arquitetura, forte identidade, criatividade, bom ambiente para os seus moradores, enriquecendo a paisagem de suas ruas. E, na ocasião, bem vendidos, com lucro para seus empreendedores...

Enquanto os edifícios residenciais de hoje se apresentam uniformes e medíocres, de autoria anônima, a cidade apresenta bons projetos comerciais e institucionais, revelando a existência de empreendedores mais generosos e o trabalho sério de excelentes arquitetos; entre eles, Botti e Rubin, Aflalo e Gasperini, Carlos Bratke, Isay Weinfeld, Rui Ohtake, Paulo Mendes da Rocha e um bom grupo de jovens arquitetos cujas obras se destacaram na última Bienal de Arquitetura.

Há, portanto, salvação possível. Os empreendimentos poderão produzir lucro mesmo com projetos bons, livres da mão escondida que impõe programas, dimensões, estilos. Para fugir da mediocridade haveria alguns passos a dar.

Do lado dos empreendedores - embora a lógica do sistema os leve a não se preocuparem com a cidade, e sim apenas com o lote -, tomar consciência de que o campo de ação de seu negócio ficará mais restrito e mais caro à medida em que, por sua ação predadora, ruas e bairros forem sendo destruídos. Por outro lado, se o corretor de vendas ou quem contabiliza o investimento substituir os arquitetos nos momentos cruciais de elaboração de projetos, põe-se a perder a principal contribuição desses profissionais.

Do lado dos arquitetos, estranho o silêncio obstinado das entidades de classe, dos críticos de arquitetura, da imprensa especializada. A Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) - de cuja criação participei - limita-se a se alinhar ao lado da associação de seus clientes, o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi), sem respeitar a natural diferença de enfoques e de interesses a defender. Pois nem sequer exigem que o nome do autor de projeto seja obrigatoriamente enunciado...

Compreende-se que o Sindicato dos Arquitetos permaneça silencioso nesta questão, pois a precariedade de contratação e o elevado número de profissionais concorrentes não estimula o debate, arriscando o emprego. Mas não compreendo o silêncio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), veneranda instituição presente em momentos decisivos de nosso desenvolvimento, que tergiversou na discussão do Plano Diretor Estratégico e agora silencia no momento em que este é ameaçado de desfiguração, deixando a tarefa a outras organizações da sociedade civil. Seu papel tradicional em defesa da arquitetura e da cidade, papel cultural e social, deveria levá-lo a levantar os problemas que aponto neste artigo, liberando-me, aliás, do constrangimento de escrevê-lo...

Jorge Wilheim é arquiteto e urbanista

1 de jul de 2008

Wilhelminapier | Rotterdam


imagem: makau, 2007.

Neste link, dedicado ao pier de Wilhelmina em Kop Van Zuid (Rotterdam) é possível conhecer os edifícios que já estão lá, como o Montevideo (complexo multifuncional com 192 aptos. de luxo, escritórios, áreas de lazer e áreas comerciais) desenhado por Francine Houben do escritório Mecanoo, o Hotel Nova York, o Luxor Theatre, a sede da KPN (empresa de telefonia) de Renzo Piano, o Rotterdam Cafe e também todos os demais arranha céus que serão construídos neste antigo pier de barcos e embarcações de passageiros (que ainda recebe e embarca turistas mas num clima de muita efervescência comercial e cultural).


ESTUDAR NA HOLANDA


Imagem: Ingrid Rio Campo, 2005.

Netherlands Organization for International Cooperation in Higher Education - NUFFIC

Você encontrará os programas, as escolas, as taxas e condições de admissão para seguir estudos em nível de graduação e pós-graduação nas diversas áreas do conhecimento e em particular na área de arquitetura e design.

Estes programas são oferecidos na língua inglesa!

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