12/12/2011

Medianeras: o filme e as grandes cidades


Para curtir uma história e várias reflexões, inclusive uma ótima sobre as cidades que os arquitetos constroem! Dica de cinema! Em cartaz no Reserva Cultural (12/12). Vai lá! Eu fui e adorei!

Como surgiram as ciclovias na Holanda?

A aluna Rosana Soares enviou-me esta dica de um vídeo sobre a história das ciclovias na Holanda. São pouco mais de 7 minutos que valem a pena assistir!




28/10/2011

Livros pra ler ou baixar na rede

O portal Scribd é um espaço para compartilhamento de livros, documentos e outros materiais entre usuários cadastrados do mundo todo.

Funciona bem fácil:

Você pode baixar um material para o seu computador e para fazê-lo deve compartilhar alguma coisa sua (pode ser uma apresentação, um artigo em PDF ou doc ou mesmo algum livro ou revista digitalizado).

Também é possível seguir usuários cujas coleções (estantes) são boas ou mesmo acrescentar alguma publicação de outro usuário à sua coleção (estante) e ter acesso a ela via rede sempre que quiser.

Você pode comentar sobre as publicações e também interagir com outros usuários. Funciona integrado ao facebok. Na era dos tablets é um prato cheio para leituras amenas.

Não me informei sobre o aspecto legal desses compartilhamentos mas lá estão vários livros e revistas que adoraríamos possuir escaneados inteirinhos! Vale a pena conhecer!

Veja esta raridade, o livro "Brazil Builds: architecture new and old, de Philip Goodwin de 1953.

Para quem gosta de entender a construção a partir de seus detalhes construtivos o excelente Architecture in Detail, vol. II de Graham Bizley, editado em 2010.

Tem também uma coleção imensa de revistas como esta "El Croquis - Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa" com projetos de 1995 a 2000.

17/10/2011

Pavilhão de Volta Redonda

Você que frequenta o Parque Ibirapuera sabe dizer porque existe lá um pavilhão japonês? Ou porque aquela ponte sobre o lago (de onde se vê o pôr do sol) tem aquele desenho?


Ponte sobre o lago. Makau, Outubro de 2011.

Em 1954 comemorou-se o IV Centenário de São Paulo | I Feira Internacional e o Parque Ibirapuera foi transformado no símbolo desta comemoração.

O empresário Cicilo Matarazzo foi quem encabeçou a organização dos festejos. Construíram-se equipamentos como o planetário, o ginásio, a marquise e vários pavilhões de exposições (das nações, dos estados, da indústria, da agricultura e dos estados).

Alguns desses edifícios permaneceram e são utilizados como espaços de exposição mas outros foram construídos apenas para a ocasião dos festejos e foram demolidos em pouco tempo.

O "Pavilhão de Volta Redonda", projeto de Sergio Bernardes foi um deles. Construído para ilustrar, na ocasião, as possibilidades da construção em aço com atirantamentos, foi demolido logo em seguida.

O pavilhão, de corpo único e planta ortogonal, foi construído sobre o lago como um edifício-ponte. Das duas estruturas-ponte que promoviam o acesso ao pavilhão restou apenas uma que esta lá até hoje!



Planta, em verde a estrutura de ponte mantida. Fonte: Cavalcanti, 2001.


Imagem, pavilhão e as pontes laterais. Fonte: Cavalcanti, 2001.


Corte, planta ortogonal contrasta com estrutura trapezoidal . Fonte: Cavalcanti, 2001.



Imagem, pavilhão e as pontes laterais. Fonte: Cavalcanti, 2001.


Fonte:



CAVALCANTI, Lauro. Quando o Brasil era Moderno, Guia de Arquitetura 1928-1960. Rio de Janeiro, Aeroplano, 2001. (pg. 350-351)


14/06/2011

Arquitetura em Extremadura | guia em video

A jornalista e historiadora especializada em arquitetura Anatxu Zabalbeascoa (El País) apresenta neste video uma face menos conhecida da arquitetura do oeste da Espanha, região de ruínas romanas e edifícios renascentistas (região de Extremadura: Cáceres, Mérida).

No video ela menciona a quietude e o espírito bucólico de muitos desses sitios em contraste com uma arquitetura contemporânea que busca o diálogo e o respeito à história como linguagem.

Lá estão os projetos para uma parada de ônibus em Casar de Cáceres de Justo Garcia, o Centro de Congressos em Badajoz de Selgas Cano, o Templo de Diana em Merida de José Maria Sanches Garcia, o Hotel Atrio em Cáceres de Mansilla y Tuñon, a "Factoria Joven" em Merida de Selgas Cano e o projeto para um Centro Esportivo em Zarza de Granadillo, "El Anillo" (o anel) de José Maria Sanches Garcia.

Todos, à sua maneira, buscando uma resposta equilibrada (sensível, adequada) ao se inserirem em contextos tão marcantes como os históricos ou naturais.

Links relacionados:














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Fonte: Guardian, Jun 2011.

24/05/2011

Mooca em transformação

Em março fui à Mooca ver de perto as transformações do bairro, de olho nos lançamentos imobiliários do setor habitacional. O bairro cujo perfil original era de operários, fábricas e um comércio local, hoje é explorado como excelente opção de lugar para se morar: proximidade com o centro, oferta de transportes, educação em todos os níveis, comercio e serviços de qualidade e muitos (muitos mesmo) terrenos grandes à disposição de quem puder pagar por eles!

Como é o caso do terreno de 33 mil m2 na Rua Borges de Figueiredo onde a Cyrela / Magik e Abyara lançam o mega-empreendimento “Luzes da Mooca” que construirá 5 conjuntos de edifícios residenciais, sendo um deles comercial e de serviços.


Área de 33 mil m2 dividida para os 5 empreendimentos. Fonte: Cyrela, 2011.

Vale ressaltar que esta área é remanescente do terreno ocupado pela Companhia União dos Refinadores”, cujas instalações não resistiram a um possível processo de tombamento e ruíram (apenas a chaminé do complexo foi tombada). Veja artigo de Cristina Mehrtens, Giancarlo Bertini, Manoela Rufinoni e Fernanda Valentim sobre a demolição irregular de galpões do bairro.

Como pontos positivos desta transformação destacam-se a abertura de novas áreas habitacionais próximas à região central e a oportunidade de se projetar em áreas grandes, podendo “desenhar a cidade dentro da cidade” (proposição de gabaritos em consonância com a escala de transformação do bairro, criação de redes de vizinhança, criação e qualificação de espaços semi-públicos e de áreas verdes, formação de conjuntos de uso misto, permeabilidade entre os edifícios, etc.).

Como ponto negativo a aplicação da velha solução do “edifício isolado no lote” como indica o material promocional já divulgado. Ainda que haja uma tentativa sútil de se criar uma continuidade e um diálogo, ainda que virtual, entre eles, os mesmos estão separados por vegetação e descontinuidades físicas e espaciais.

Área do edifício comercial ao fundo e habitacional à direita. Fonte: Cyrela, 2011.

Outro aspecto discutível é a contínua valorização do "privado comunitário" sintetizado pela enorme lista de inutilidades oferecidas para encarecer a sua conta e o seu condomínio depois que você se mudar: espaço kids, espaço gourmet, espaço pet, espaço fitness, espaço lounge, home theatre, etc.

Impedimentos da legislação? Otimização do empreendimento? Não sabemos ao certo, mas o modelo se repete indefinidamente e a Mooca esta cheia de exemplos como este.

Espanta-nos a repetição deste modelo, principalmente quando se trata de uma área em transformação tão pujante e cheia de possibilidades como o bairro da Mooca.

Mas, mais espanto ainda nos causa o aquecimento do setor imobiliário que planeja, empreende, constrói e comercializa com uma rapidez e uma lucratividade ímpares. O metro quadrado destes apartamentos (46 a 204 m2) não sairá por menos de R$ 7.000,00.

Aproveite a onda e troque de casa! Experimente imoveis venda, você se surpreenderá com a quantidade de opções disponíveis no setor!

21/05/2011

Curso de valorização artística de projetos

Um dia desses pesquisando no Google por imagens de algum projeto ou lugar encontrei o blog do Eduardo Bajzek Barboza com vários desenhos de edifícios ou paisagens tratados com técnicas variadas. Daí percebi que ele é arquiteto formado no Mackenzie e além de sua atuação como arquiteto também é um excelente ilustrador e dá cursos de valorização artística para projetos.

Desenho de observação. Fonte: Eduardo Barboza.

O curso de 16 aulas (3,5 horas por aula) é voltado para estudantes ou profissionais de arquitetura e paisagismo e interessados em ilustração arquitetônica de forma geral e tem quatro módulos: plantas baixas, fachadas, perspectivas e desenho urbano. Também faz parte do curso uma atividade de desenho de observação pelas ruas da cidade.

Técnica com aquarela. Fonte: Edurado Barboza.

Recomendo aos estudantes como forma de aprenderem a exercitar técnicas gráficas para tornar seus desenhos de projeto mais atraentes visualmente.



Croqui de viagem com marcador. Fonte: Eduardo Barboza.

Entre em contato com o Eduardo pelo email: edu.barboza@terra.com.br ou na Stein.Luz onde os cursos acontecem.

20/05/2011

Exposições para não perder!

Maquete da vinícola Antinori (em construção). Expo ARCHEA.

Exposição ARCHEA no MUBE até 22/06/2011.


Em comemoração à 9a. Semana de Museus que oferece ao público brasileiro de quase todos os estados mais de 3 mil eventos entre exposições, oficinas, shows, palestras, seminários, cursos e visitas guiadas destaco algumas exposições relacionadas à arquitetura que me parecem ótimas oportunidades de aprendizado e diversão em São Paulo:

ARCHEA: exposição da obra do estúdio italiano em seus 20 anos de atuação. Acontece no MUBE até o dia 22/05/2011. Eu fui, gostei muito e recomendo!

MORADA ECOLÓGICA: a exposição investiga a influência da sustentabilidade na maneira de pensar a arquitetura do séc. XXI ao redor do mundo. No MAM até 26/06/2011.

ARQUITETURA DA MADEIRA PARA O SEC. XXI: a exposição pretende situar o panorama brasileiro no uso da madeira na construção, não como alternativa, mas como recurso de linguagem e opção tecnológica sustentável. No MCB até 19/06/2011.

ARQUITETURA BRASILEIRA, O CORAÇÃO DA CIDADE: a mostra reúne projetos que, a partir do modernismo, exemplificam espaços tanto públicos quanto privados, criados para promover o encontro entre as pessoas. No Instituto Tomie Ohtake até 03/06/2011.

Para incentivá-los vale lembrar que até o dia 22/05 (por conta da semana de museus) a entrada é gratuita para estas e outras exposições participantes!! Vai lá!

10/05/2011

Fuji Kindergarten

Edifício explora as sensações do mundo infantil.

A cobertura oval é um grande espaço de lazer.


Este jardim de infância para 560 crianças construído no Japão em 2007 (Tachikawa, Tokyo) pelo estúdio Tezuka Architects tem como partido ser um templo da alegria:

"As conveniências modernas privaram as crianças das sensações. Aqui pretende-se ensinar através do edifício o sentido de comunidade . Estes são valores da sociedade humana que não mudam, mesmo através das eras."

"Queremos que os filhos criados aqui possam transformar-se em pessoas que não excluem nada nem ninguém. Apesar de décadas passarem, este jardim de infância continuará a ser cheio de sorrisos de crianças correndo ao redor energicamente. Nós queremos que seja a mesma que é agora."

O edifício, projetado numa área marcada pela presença de generosas árvores, é uma construção oval (circunferência externa=183m e interna= 108m) que utiliza a cobertura e o pátio interno como espaço de lazer e fruição. Os espaços cobertos possuem pé direito máximo de 2.10 garantindo que a percepção das crianças seja relacionada ao seu tamanho.

As árvores podem ser escaladas e é intencional a relação entre o espaço de atividades e a cobertura de lazer.

Os espaços são divididos por móveis projetados levando-se em conta o tamanho das crianças e a condição de que possam ser por elas carregados ou removidos como se fossem blocos de montagem.

A percepção para quem passa pelo local é fantástica. É como se estivessemos vendo através de sutis fechamentos e muitas transparências o desenrolar da infância numa grande e divertida área aberta, com toda proteção e segurança que se pressupõe num edifício escolar!

Eu dou nota 10!

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